Clipping 21/07 + Cultura

Terça Feira – 21 de julho – Há 61 anos, J.R.R. Tolkien lançava o primeiro livro da triogia O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel. Há 18 anos, J.K Rowling lançava o primeiro livro da séria Harry Potter: A Pedra Filosofal. 10 anos depois, ela lançava o último livro da série: As Relíquias da Morte.

Veta ou não veta?

No Brasil, as leis aprovadas pelos deputados e senadores precisam passar pela análise e aprovação de Dilma (sanção presidencial) para que possam começar a valer. Da mesma forma, uma lei criada pelo presidente (medida provisória) precisa ser aprovada pelos deputados e senadores. É uma forma de um poder controlar o outro, ta ligado?

Agora, vocês se lembram que no final do mês passado os deputados aprovaram uns aumentos para os servidores do judiciário (galera que trabalha em cartórios, fóruns, tribunais, etc) que iam de 53% a 78,5%? Então. Dilma tem até hoje pra decidir se aprova ou veta o tal aumento. Como estamos em um período mega tenso de corte de despesas e estes reajustes representariam um gasto de R$ 25,7 bilhões em 4 anos, o Ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, disse que é provável que Dilma vete. Claro que os servidores, afim de ganhar uma grana, não param de fazer manifestações pela aprovação do aumento, alegando que estão com o mesmo salário desde 2006. Amanha contamos pra vocês se Dilma aprovou o reajuste ou não.

E agora José?

Vocês viram no nosso resumão da semana passada que o Eduardo Cunha, presidente da câmara dos deputados, deu um pití digno de Programa do Ratinho e, no meio do escândalo, disse que aprovaria a instauração de mais 4 CPIs, sendo uma delas para investigar o BNDES. O BNDES é o Banco Nacional do Desenvolvimento e tem o nobre objetivo de financiar com taxas melhores obras e empresas que favoreçam o crescimento do país. Embora o banco esteja atualmente fazendo uma campanha no rádio e TV com o foco de mostrar o quanto são transparentes, tem muita gente que acha que por ali rola muita sacanagem e, por isso, seria um prato cheio para uma operação de limpeza nos moldes da Lava Jato. Só que aí, de acordo com o Estadão, o governo acredita que a mera criação de uma CPI para investigar o BNDES já paralisaria a instituição, gerando um baita prejuízo para o país nesse momento crítico. Os caras avaliam, inclusive, que o impacto seria pior que o da Lava Jato (lembrando que tem muita obra parada no Brasil porque a Lava Jato botou no pau as mais importantes empreiteiras do país). Aí agora fica o grande dilema da semana: a gente deixa o BNDES na dele, funcionando, ainda que com possíveis podridões, ou faz uma investigação pé no peito pra limpar essas possíveis mutretas ao custo de mais um mega impacto na economia e desenvolvimento do país? O que vocês acham? Comentem aí!

Segura ai

Notícia repetida é chato né? Por isso que não ficamos aqui toda semana falando pra economizar água. Mas fiquem, espertos que o volume do Cantareira voltou a cair, indo a 19% de sua capacidade máxima. Ainda não estamos naquela situação mega crítica do começo do ano, mas lembrem que o verão já passou e se não segurarmos o reggae, vamos passar aperto de novo.

 

Velocidade Máxima

Se você faz parte da turma que esperneou ontem quando descobriu que a velocidade máxima das marginais de São Paulo foram diminuídas, tenha calma e esperança. Em entrevista à Rádio Estadão, o prefeito Fernando “Biker Boy” Haddad disse que a redução é um experimento para ver se a velocidade média das vias melhora (porque, supostamente, aconteceriam menos acidentes) e se menos pessoas morrem nos acidentes. Então, a ideia é daqui a um tempinho ver se estas estatísticas melhoraram e aí decidir se mantém a redução ou não.

Cultura

Série especial – As 13 Maiores Guerras (afinal, eles lutaram por alguma coisa, né?)

por Guilherme Rodrigues

 

Alexandre, o grande, e as campanhas na Pérsia

Pela antiguidade clássica, a imagem que temos da Grécia é aquela de um centro cultural de grandes produções artísticas e filosóficas. A cultura grega foi espalhada pela Eurásia e chegou até nós hoje guardada por diversos bibliotecários. Este legado que chegou até nós, resquícios dos séculos VIII até V a.C. do mundo grego, só foi transmitido por causa da intervenção específica de um império durante o século IV a.C.: aquele comandado por Alexandre da Macedônia.

Alexandre, o grande, como ficou conhecido na literatura, nasceu filho do rei Filipe II da Macedônia supostamente em julho de 356 a.C., em uma cidade que se chamava Pella. A história da vida de Alexandre e suas campanhas é uma das mais românticas que nos chegou até hoje. Ela nos foi transmitida por meio de diversas biografiasromantizadas e fragmentos que os acadêmicos chamam de romances de Alexandre. Estes textos fazem parte da tradição biográfica da antiguidade, que misturava fatos ficcionais/míticos com históricos, e, assim, temos durante a vida do rei da Macedônia, uma série de passagens repletas de mitologias.

Alexander_the_Great_mosaic

Mosaico de Alexandre (100 a.C. – Museu Nacional Arqueológico de Nápoles)

Sabe-se, porém, que Alexandre foi aluno de ninguém menos que o filósofo Aristóteles. Para os padrões gregos, a Macedônia durante a época de Filipe era consideradabárbara e rústica, logo, ser ensinado por Aristóteles significou muito para Alexandre: ele recebeu a grande cultura helênica da filosofia e da arte. Diz-se que o rapaz teria se encantado pela história da guerra de Troia e dormia com uma cópia da Ilíada, anotada por seu professor, debaixo do travesseiro.

Aristóteles ensinando Alexandre - J. L. G. Ferris, 1895

Aristóteles ensinando Alexandre – J. L. G. Ferris, 1895

Tendo como modelo o herói Aquiles, o melhor dos gregos, Alexandre integrou o exército macedônio com seu pai quando ainda era adolescente, ajudando a derrotar as forças atenienses e tebanas em 338 a.C.; a campanha formaria o que ficou conhecido como a Liga de Corinto. Após o assassinato de seu pai, Alexandre se tornaria rei e, como primeiro desafio, teria que manter a aliança das cidades-estado gregas. Alexandre conquistou o poder da Liga enviando suas tropas à Tessália e, pouco depois, destruiu a cidade de Tebas por causa de uma revolta contra sua liderança. Esta destruição fez até mesmo Demóstenes de Atenas reconhecer o poder de Alexandre e concordar em se aliar com o imperador.

Acreditando ser comparável a um deus, Alexandre seguiu a imagem de Aquiles, desejando se tornar eterno pelo nome, e assim, partiu para uma campanha na Ásia em 334a.C.. A batalha mais impressionante de Alexandre seria contra o rei Dario da Pérsia, em Isso, na atual Turquia. Perto de Troia, o rei da Macedônia conseguiu um feito digno da mitologia: com um exército bem menor, Alexandre derrotou Dario e logo se declarou rei da Pérsia.

Batalha de Isso, Jan Bruegel, 1602

Batalha de Isso, Jan Bruegel, 1602

A longa campanha ainda seguiria mais ao oriente, onde o imperador derrotaria o exército egípcio, o restante dos persas em Babilônia, Índia e outros. Depois de anos viajando e fundando as famosas cidades de Alexandria pela Ásia, Alexandre comandou a volta de suas tropas para a Macedônia, fazendo com que seus oficiais se casassem com mulheres nobres da Pérsia. O próprio rei também, enfim, sacramentou sua união com uma bárbara chamada de Roxana, supostamente para concretizar a união de seu domínio nas terras estrangeiras.

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Alexandre, o grande, morreu em Babilônia depois de contrair uma doença em 323 a.C. aos 32 anos. Sua morte até hoje é alvo de discussões: é possível que ele tenha sidoenvenenado por seus adversários duvidando de sua liderança (outros supõem, porém, que ele tenha pegado malária). De qualquer maneira, o panhelenismo levado pelo rei da Macedônia para a Pérsia e para o Egito seria determinante. Contudo, a morte de Alexandre de fato causou a fragmentação do império, em brigas pelo poder supremo.

O romantismo em volta da história de Alexandre, o grande, e a mitologia que o cerca o compara a figuras como Hércules, Aquiles e Odisseu. A sua proeza militar seria ainda alvo de cópia por grandes homens da história como Júlio César e Napoleão. Mas talvez o que mais devemos de Alexandre foi a propagação da cultura grega e das grandes bibliotecas criadas em seu império, a própria cultura que o consagrou eterno como seu herói de infância Aquiles.

 

Esta é a 3ª edição de uma série especial sobre as 13 Maiores Guerras (Afinal eles lutaram por algum motivo, né?). Confira as edições anteriores nos links abaixo!

Na semana que vem: As Cruzadas

 

1-      Guerra de Troia

2-    Termópilas – Os 300 de Esparta

 

Guilherme Rodrigues é Corinthiano, mas mesmo assim estudou no ensino superior e é professor de língua portuguesa e literatura, e ainda curte apreciar uma arte por aí. Escreve para o Clip13 toda terça.

 Momento Relax

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