Clipping 12/08 + Mercadão + Cultura

Quarta Feira – 12 de agosto – Fernando Collor de Mello, o respeitado honrado amado 32º Presidente do Brasil assopra 66 velinhas.

 Fala Galere!

Se você estava esperando a coluna do Gui ontem, não se preocupe! Ela está no Clipping de hoje, logo abaixo da coluna do Ian!

Então não perca a Mercadão explicando como as alterações na moeda chinesa podme afetar nossa vida e a Cultura finalmente ajudando a entender o que foi a tal Guerra dos 100 anos!

Mas antes,

Bora pras notícias!

Varejo

Como a situação da economia anda numa desgraceira de fazer dó, a principal manchete dos jornais de hoje é a queda das vendas do varejo no primeiro semestre de 2015. Como a economia está com problemas generalizados, o que acaba acontecendo é que a maioria dos setores sofre em conjunto e é por isso que todos os dias temos estes dados mostrando de diferentes perspectivas que as coisas não andam nada bem. Assim, embora preocupante, acaba não sendo novidade para ninguém que houve uma bela queda (-2,2%) nas vendas do varejo no primeiro semestre de 2015 em comparação com o mesmo período de 2014. Este resultado, assim como muitos outros que temos visto, é o pior desde 2003.

Marcha das Margaridas

Está acontecendo hoje em Brasília a Marcha das Margaridas, uma manifestação que ocorre de 4 em 4 anos e reúne trabalhadoras rurais, indígenas, quilombolas e sindicalistas. Segundo a organização, esta marcha, que é a 5ª, reúne cerca de 100 mil pessoas e tem como pauta a melhoria da educação e políticas públicas para o campo. Pra completar, a marcha também se posiciona contra os movimentos de impeachment de Dilmão e, por isso, durante a manifestação, os integrantes deram as costas ao Congresso Nacional como forma de “repudiar manobras golpistas”.

margaridas

Náufragos

Ali entre a África e a Europa existe um mar chamado Mediterrâneo.

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Como vocês podem ver, é apenas este belo e azul pedaço de água que separa africanos sem perspectiva em sua terra natal do sonho de conquistar alguma coisa na Europa (que lindo). É por isso que estas pessoas desesperadas acabam topando pagar valores de até 10 mil dólares para que traficantes ilegais de pessoas os coloquem em botes mal construídos e inadequados na tentativa de chegar do outro lado do mediterrâneo. Lembram dos perrengues que a Sol passava pra atravessar do México para os EUA na novela América? Então, é mais ou menos isso, só que no mar, em um bote porco e superlotado. Como qualquer um pode imaginar, estes botes merda costumam afundar e, embora um ou outro consigam refúgio em algum país da Europa, a maioria acaba morrendo nas águas ou sendo resgatada e enviada de volta para seu país de origem. E não achem que esses naufrágios acontecem uma ou dias vezes por ano. Hoje mesmo um barco cm 50 refugiados naufragou e a Itália está penando para conseguir fazer o resgate de todo mundo. No ano, já são mais de 2000 mortos na travessia.

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Seguro

Se você ganhasse essa Ferrari 458 do seu papi, você ia ficar feliz, não ia?

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Mas o presente não foi suficiente para um demente jovem na Alemanha, pois a Ferrari já lançou o modelo 488 que é o sucessor desta, e aí vocês sabem como é né..

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Não dá pra ficar rodando com esses carros antigos por aí. Então o que ele fez? O que qualquer pessoa faria nessa situação: botou fogo no carro na esperança de o seguro o reembolsar e, com a grana, comprar o brinquedo novo.

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Não bastasse a ideia completamente imbecil e criminosa, a mula fez esta proeza em uma área repleta de câmeras de segurança e, com isso, não receberá nada da seguradora e ficará sem Ferrari nenhuma =) parabéns!

Mercadão

por Ian Carlos

A Desvalorização do YuanA nova estratégia

O governo chinês tem uma forma peculiar de lidar com questões democráticas em seu território. Há três meses, por exemplo, o governo da cidade de Luoyang estava finalizando uma nova rodovia cujo trajeto passava por uma região residencial. As autoridades então negociaram a compra das residências para deixar a área limpa para a nova estrada. Se você acha que não há democracia na China, engana-se. Ou engana-se mais ou menos. Na ocasião um dos moradores não aceitou a proposta para a venda de sua residência e por lei, o estado não pode obriga-lo a vender nada. Resultado:

Viva la democracia

Viva la democracia

Por que seria diferente com a política econômica?

Há tempos especula-se uma sobrevalorização nos preços das ações na bolsa chinesa. Significa dizer que a entrada de capital na bolsa gerou excessivas compras e fizeram com que os preços explodissem para cima. Volte para o ano de 1929 em Wall Street e você descobrirá o que pode acontecer nesses momentos. Com medo de um crash das ações, ou seja, uma pressão de venda descontrolada jogando os preços para baixo, as autoridades do Banco Popular da China (o Banco Central, deles) tomou medidas incríveis que ajudaram a segurar os preços e não permitiram uma queda violenta. A nova regra foi a seguinte: se você é um grande acionista e possuí mais de 5% das ações de uma mesma empresa, você está PROIBIDO de vender seus ativos pelos próximos seis meses.

E o Yuan com isso?

O Yuan é a moeda chinesa e o intervencionismo do governo em seu valor não é pequeno. Por exemplo: o Yuan é controlado pelo governo Chinês de forma que há um limite máximo para a variação em um dia: 2%. Acontece que a volatilidade da moeda é bem menor do que isso, pois o governo sempre atua jogando os preços para baixo e para cima, para aproximá-lo do 0% de variação no dia.

Na terça e quarta (hoje, mas lembrando que o horário comercial já acabou por lá), o governo Chinês inverteu sua estratégia e começou a empurrar a própria moeda para baixo resultando na queda de 1,9% e 1,6% nesses dois dias. Hoje o Yuan vale 6,3231 doletas.

Apesar de parecer uma movimentação modesta (e de fato é, pelo menos ainda) a notícia chama a atenção para perspectivas futuras.

Os impactos

Um bom exemplo para entendermos como isso nos afeta é observar o impacto nas metalúrgicas e mineradoras. A China é uma gigantesca produtora dessas commodities assim como o Brasil. Porém, enquanto nossa industria encolhe, na China eles crescem menos. Com o objetivo de segurar essa desaceleração o governo tomou essas medidas para reduzir o preço da moeda. Com o Yuan mais barato, fica muito melhor para um país importar o aço chinês já que o valor do produto irá cair devido o valor da moeda, sacou? Aí o bicho pega aqui, porque além de ser mais barato a China possui commodities de qualidade e fica mais interessante comprar de lá do que do Brasil. Só não foi pior porque por aqui também trabalhamos com essa desvalorização da moeda (que já foi muito mais desvalorizada do que o Yuan).

A posição do governo chinês e a interpretação dos economistas

Cara, em cinco minutos já era possível termos uma “guerra cambial” rodando pela internet. A verdade é que o povo adora uma desgraça.

Acreditar em uma espécie de terrorismo cambial é algo fora do radar, por enquanto. O movimento de desvalorização da moeda impacta no comercio exterior da China e dos concorrentes, claro, porém está muito longe de não ser uma medida plausível. Tudo indica que o governo chinês conduz a desvalorização com absoluta cautela e já afirmou que não há expectativa de desvalorização de longo prazo e de maior peso. Há também um consenso por parte dos economistas de que as medidas são meramente defensivas e estão em linha com o que outros países fizeram (tipo nós).

A China, claro, é um gigante econômico. Se a economia internacional fosse a superfície de um lago, as alterações chinesas seriam como um elefante dando um mergulho. Você pode estar na outra margem, e será atingido pelas ondas. Por esse motivo o Vietnam, por exemplo, já está trabalhando para fazer o mesmo movimento de rebaixar o valor da moeda e países como Austrália e Nova Zelândia também já anunciaram que podem mexer uns pauzinhos para irem se ajustando.

Ian Carlos é assessor de investimentos. Faz números e porcentagens parecerem interessantes na coluna Mercadão que escreve para o Clip13 toda quarta.

Cultura

Série especial – As 13 Maiores Guerras (afinal, eles lutaram por alguma coisa, né?)

por Guilherme Rodrigues

 

A guerra dos cem anos – França contra Inglaterra e os territórios nacionais

Dentre as grandes rivalidades da Europa ocidental, certamente uma das inimizades mais conhecidas que se fala é aquela entre Inglaterra e França. Não é de se esperar diferente, já que franceses e ingleses foram protagonistas de grandes disputas na era moderna, inclusive intelectuais. Mas como estamos falando do ambiente da guerra, é impossível não falar sobre um dos embates mais notórios entre ambas as nações, a famosa Guerra dos Cem Anos.

Este nome é usado pelos historiadores para determinar um conjunto de conflitos (e não apenas um, como muitas vezes se pensa) entre a Inglaterra e a França entre os séculos XIV e XV, mais especificamente, a convenção dá que eles têm início em 1337 d.C. e terminam em 1453 d.C., ocupando, então, aproximadamente o espaço de 100 anos.

Na Idade Média, era comum que houvesse casamentos de famílias aristocráticas de diferentes nações para se selarem acordos e alianças, isso fazia com que reis de alguns países também fossem duques e/ou condes de outras regiões da Europa. Essencialmente a Guerra dos Cem Anos teria seu estopim por causa de uma desses motivos. Quando o rei Charles IV da França morreu em 1328, Eduardo III da Inglaterra era também duque de Guyenne (Aquitânia hoje, no sudoeste francês) e também conde de Ponthieu (perto do canal da mancha no norte francês). Por causa de seu poder territorial, além do fato de que a mãe de Eduardo III tinha sido irmã de Charles IV (que não teve filhos), o rei inglês se considerava herdeiro legítimo do trono da França.

Só que nada é muito fácil na Idade Média. O conde de Valois (fala-se valoá), Filipe, também por parentesco próximo à Charles IV, reivindicava o trono. Houve uma assembleia na época que acabou decidindo que Filipe VI de Valois assumisse o papel como rei da França, o que supostamente foi acordado com Eduardo III da Inglaterra. Apesar disso, o novo rei francês quis tirar qualquer influência inglesa e aparentes perigos de perder seu trono do reino e tentou confiscar o ducado de Guyenne em 1337. Claramente nosso amigo inglês não ficou nada satisfeito e mandou tropas para o território francês e, desta vez, também queria o trono de Filipe VI.

As guerras medievais geralmente eram consistidas de longas campanhas e cercos a importantes cidades fortificadas, o que foi o exato caso da Guerra dos Cem Anos. O exército inglês conseguiu na época manter Filipe VI e seu filho João II na defensiva até 1364 d.C., dominando vitoriosamente a cidade de Crécy em 1346 e cercando Calais. João II foi inclusive capturado em 1356 quando o exército inglês massacrou o francês na batalha de Poitiers, o que levou os franceses a tentarem um acordo por seu rei.

Contudo, nada durou muito tempo, pois o conflito foi retomado depois da morte de João II com seu filho Charles V, que rejeitou totalmente respeitar os tratados que subjugavam a França a Eduardo III. Diferentemente de seu pai e avô, Charles V forçou os ingleses a recuarem e se manterem na defensiva a partir de 1364 até 1380, quando ele morreu. A batalha acabou recaindo, então, no norte da França, uma região chamada de Flandre française, que consiste hoje também parte do território belga.

Após o ano de 1380, apesar do conflito territorial ainda estar em voga, ambos os países caíram em disputas internas pelo trono, sendo que Henrique IV assumiu o reinado inglês enquanto, na primeira década do século XV, a França se encontrava em guerra civil entre dois partidos em meio ao reinado de Charles VI, que sofria de loucura e não conseguia reinar adequadamente. Tomando vantagem da situação, o filho de Henrique IV, Henrique V, iniciou uma nova campanha no território francês em 1413, conseguindo, por meio da traição de Filipe, o bom, duque de Burgundy, conquistar o norte da França, inclusive Paris.

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Contudo, o ponto de virada da guerra aconteceu após a morte do rei louco da França e a ascenção de seu filho Charles VII ao trono. Em 1429 o exército inglês foi forçado a retirar seu cerco de Orleans começado um ano antes devido à intervenção da francesa Joana dArc, que posteriormente foi capturada, julgada e executada por heresia pelos ingleses. Seguidamente a este fato, Filipe, o bom, voltou para a França e desertou sua traição para os ingleses, restabelecendo o controle de Paris ao rei francês, que também organizou uma campanha retomando a Normandia e a Aquitânia em 1453.

Joan of Arc - Millais

Joana D’Arc

Muitos historiadores por muito consideraram a Guerra dos Cem Anos um marco no desenvolvimento da consciência nacional na Europa ocidental. Os ingleses, depois de muitos sucessos e frustrações, finalmente se consideraram livres de intervenções continentais, com seus monarcas se concentrando muito mais em um desenvolvimento interno da bretanha. O sucesso dificilmente conquistado pela casa de Valois assegurando a coroa francesa ajudou a construir a nacionalidade francesa e não um reino particionado, mas sim conjunto. De maneira geral, muito do que se conhece hoje como ambos os territórios é, no fim, resultado da Guerra dos Cem Anos.

Na nossa cultura pop, as referências à Guerra dos 100 anos aparecem vinculadas a alguns destes vários conflitos, e raras vezes tratando do período todo. Os destaques são uma peça de Shakespeare chamada Henrique VI que conta um pedaço dessa história, o filme Jeanne D’Arc de Luc Besson (1999) e, claro, o jogo Age of Empires II (clássico dos clássicos) que possui uma campanha da nossa querida Joana.

Esta é a 4ª edição de uma série especial sobre as 13 Maiores Guerras (Afinal eles lutaram por algum motivo, né?). Confira as edições anteriores nos links abaixo!

Na semana que vem: Napoleão!

 

 

Guilherme Rodrigues é Corinthiano, mas mesmo assim estudou no ensino superior e é professor de língua portuguesa e literatura, e ainda curte apreciar uma arte por aí. Escreve para o Clip13 toda terça.

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