Clipping 20/08 + Cultura

Quinta Feira – 20 de agosto – Dia do Maçom e aniversário de Andrew Garfield, o atual Homem Aranha, que assopra 32 velinhas.

Denúncia

Vocês devem se lembrar que em julho, Eduardo Cunha acabou aparecendo na delação de Julio Camargo (ex-consultor da construtora Toyo Setal), tendo sido apontado como destinatário de R$ 5 milhões em propina para viabilização de um contrato de navios-sonda da Petrobras. Na época, Cunha mudou de cor e falou cuspindo que isso era um absurdo e que aí tinha dedo do governo que queria sacanear com ele. Aparentemente, o pití pouco adiantou, já que entre hoje e amanha, o procurador-geral da república deverá apresentar uma denúncia formal contra Cunha, trazendo evidências sobre este caso. Outro que também deverá aparecer nas páginas da denúncia é o nosso ex-presidente impichado Fernando Collor, suspeito de ter recebido mais de R$ 26 milhões em propinas entre 2010 e 2014. Vamos acompanhar!

-ihhhh rapaiz-

-ihhhh rapaiz-

Manifestação

Mas não é só isso que está azedando o humor de Eduardo Cunha, não! Movimentos sociais como a CUT, UNE e MST marcaram para hoje diversas manifestações em 23 estados para protestar conta o cara. Os atos são, na verdade, em defesa do governo, inimigo declarado de Cunha, e têm como pauta os seguintes temas: crítica ao ajuste fiscal e à Agenda Brasil, rejeição à pauta conservadora personificada pelo presidente da Câmara e a defesa da democracia. Se você mora em São Paulo, prepare-se para um trânsito acima do normal na Faria Lima, Rebouças e Paulista, já que os manifestantes passarão por estas vias após a concentração no Largo da Batata às 17 horas.

Redução

No início de julho, a Câmara dos Deputados aprovou em primeiro turno a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos para quem cometer os suaves crimes de homicídio doloso (com intenção), lesão corporal seguida de morte e crimes hediondos, incluindo aí, entre outras coisas, o estupro. Como se trata de uma mudança na constituição (porque é lá que está previsto a idade de 18 anos), o projeto precisou passar por um segundo round de votações na Câmara. Este round aconteceu ontem e a redução foi novamente aprovada, dessa vez por 310 votos a favor contra 152 contra (e uma abstenção). Com isso, o projeto segue agora para o Senado, onde também enfrentará duas rodadas de aprovações.

Desoneração

Falando em Senado, está na capa de todos os jornais de hoje que os senadores aprovaram (por 45 a 27) a tal redução da desoneração da folha. Joia! Mas que cazzo é isso? Vamos por partes. A empresa paga um salário para seu funcionário, que passa a fazer parte da “folha de pagamento” da empresa. Aí o governo vai lá e estabelece um tributo nessa parada dizendo: “quando você pagar o salário do seu pokemon, você precisa pagar também X% ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS)”. Com isso, o governo colocou uma “oneração” na folha de pagamento da empresa, certo? Só que aí, depois de alguns anos, o governo decide dar um estímulo para as empresas e reduz um pouco aquele X, de modo que as empresas precisam pagar menos tributos. Em outras palavras, houve uma diminuição da oneração, ou, com foi chamada, uma “desoneração” da folha. Passa mais um tempinho e o governo mergulha de ponta em uma crise econômica ferrada e aí resolve que não dá mais pra ficar fazendo essas graças porque precisa de mais dinheiro (que vem na forma de tributos), e resolve “reduzir a desoneração” da folha, o que, em outras palavras quer dizer “aumentar a oneração”, ou, “aumentar os tributos pagos por conta dos salários da empresa”. Entendeu? Não? Então lê de novo que tá muito bem explicado. Entendeu agora? Então vamos tocar o barco. Precisando de dinheiro, o governo havia decidido subir bastante os tributos sobre a folha de pagamento. O projeto foi pros deputados que reduziram um pouco esse aumento (mas continuou sendo um aumento) e assim aprovaram o texto. Este texto com o aumento mais suave chegou ao senado e foi aprovado. Agora o projeto vai para Dilmão aprovar ou vetar. Se quiser saber quanto a sua empresa pagava e quanto pagará de impostos, clique aqui. Quem defendia a desoneração argumentava que o governo precisa de uma maior arrecadação para conseguir fazer o ajuste fiscal (acerto de suas contas), o que é importantíssimo para o país. Quem era contra dizia que este tipo de medida é uma sacanagem do governo que transfere para a população a conta do ajuste fiscal, e que aumentar a oneração da folha vai gerar mais desemprego.

Obs.: aqui no Clip13, quem manja de tributos é o Ricardo. Então, se escrevi alguma bobagem, ele vai me mandar uma mensagem 3 minutos depois de eu publicar o post. Se for o caso, amanha eu corrijo. Se não tocar mais no assunto, é porque eu gabaritei.

Desemprego

E falando em desemprego, o IBGE divulgou a taxa de desempregados do mês de julho: 7,5%, a maior desde março de 2010, o que surpreendeu muitos analistas, que esperavam um máximo de 7,3%. O número já é péssimo para qualquer um, mas fica especialmente feio para um governo que se reelegeu batendo na tecla do “diminuímos o desemprego”, não acham?

Redução

Lembrando que hoje já começa a valer a redução de velocidade (de 60 km/h para 50 km/h) das seguintes vias de São Paulo:

– Rua Henrique Schaumann (zona oeste)

– Avenida Paulo VI (zona oeste)

– Avenida Sumaré (zona oeste)

– Avenida Antártica (zona oeste)

– Viaduto Antártica (zona oeste)

– Avenida Afrânio Peixoto (zona oeste)

– Avenida Valdemar Ferreira (zona oeste)

– Avenida Professor Manuel Chaves (zona oeste)

– Avenida Vereador José Diniz (zona sul)

– Avenida Carlos Caldeira Filho (zona sul)

– Estrada do Campo Limpo (zona sul)

Tu te cativas o que te tornas sei la raposa

Estreia hoje nos cinemas o filme “O Pequeno Príncipe”. Você, diferentemente de mim, certamente já leu o livro do menino que tem um cachecol e que fica cativando geral por aí. Então, se quiser apresentar a história para seus filhos (ou se quiser ói ver esta homenagem cinematográfica), chegou a hora!

Cultura

Série especial – As 13 Maiores Guerras (afinal, eles lutaram por alguma coisa, né?)

por Guilherme Rodrigues

 

Guerras Napoleônicas – O super-homem

No final do século XVIII, para ser mais específico, por volta de 1788, a França passou por um dos períodos mais conturbados e icônicos de sua história. Com o sistema feudal totalmente em crise e o grande enfraquecimento das monarquias absolutistas, os franceses que não faziam parte da nobreza nem do clero tomaram os grandes ideais iluministas de Rousseau e Voltaire (cheque as colunas sobre os dois pensadores no Clip aqui e aqui!) para realizar a conhecida Revolução Francesa em 1789.

Com o assassinato da dinastia dos Bourbon (o rei Luis XVI e a rainha Maria Antonieta) e o estabelecimento de uma república, o resto da Europa, comandada por reis absolutistas, fez um levante contra os revolucionários em 1791. Durante 25 anos aproximadamente, uma série de alianças entre a Áustria, a Prússia, a Rússia e a Grã-Bretanha lutaram contra o exército francês por influência e por territórios na Europa. As batalhas brutais chegaram ao seu auge com combates entre exércitos de mais de 200 mil homens.

Já em 1795, o exército francês tinha dominado a Bélgica, forçado a Prússia a assinar um tratado de paz e as Províncias Unidas (mais ou menos a Holanda hoje) tinham se tornado uma zona republicana de influência francesa. Apesar disso, os franceses tinham dificuldades no sul da Europa contra os austríacos, em especial na Itália, o que levou o comando do governo a eleger um novo general para a campanha, mais estrategista e dinâmico: Napoleão Bonaparte.

napoleao-bonaparte-3

Sua primeira campanha vitoriosa aconteceu exatamente naquele lugar, fazendo com que os austríacos recuassem e, eventualmente derrotados, cedessem territórios da Bélgica e de Luxemburgo aos franceses. O general chegou a ser derrotado pelo império otomano no Egito em 1798, mas voltou de forma novamente vitoriosa derrotando a coalisão europeia formada pelos austríacos, bretães, portugueses e outros: a batalha de Marengo faria da França a maior potência do continente.

Na virada para o século XIX, Napoleão continuava ainda com visões imperialistas e dominação territorial e, em 1805, partiu em campanha para o território austríaco. Os russos liderados pelo czar Alexandre I junto com o exército da Áustria perderam de maneira vergonhosa seus territórios cedendo a invasão de Jena, Ulm, Austerlitz e até mesmo Viena, e, finalmente, conquistando o território polonês de bônus. Para nós brasileiros, também é famosa a invasão de Napoleão em Portugal em 1807, que pode ser descrita como um trator passando por cima de uma formiga.

A rendição de Ulm, 1805

Berthon – A rendição de Ulm, 1805

As estratégias de Napoleão se baseavam, reduzindo o máximo possível, a ataques rápidos e surpresas, o que funcionou por muito tempo. Contudo, os seus adversários, entendendo os seus movimentos, tentavam contra-atacar com batalhas mais longas. Esta estratégia de defesa foi aplicada em duas grandes derrotas de Napoleão: primeiro aplicada pelo duque de Wellington na Espanha e, claro, de maneira mais marcante, na Rússia.

A derrota do exército em território russo é uma das mais famosas da história. Napoleão levou seu exército pela Rússia enquanto o exército do czar Alexandre I recuava em direção a Moscou. Houve somente uma batalha direta na cidade de Borodinó, próxima já a Moscou; contudo, os dois exércitos tiveram perdas grandes. Napoleão conseguiu conquistar Moscou e ficou por um bom tempo no Kremlin, até que a cidade passou por um incêndio de grandes proporções. Com seu exército pulverizado em pilhagens e com fome, o general teve de recuar, sendo perseguido pelos líderes e generais russos durante o inverno de 1812, enquanto no interior do país eslavo fazia cerca de -35ºC. Napoleão perdeu cerca de 500 mil homens.

A derrota na Rússia culminou na perda de confiança no general e então imperador autoproclamado da França. Em 1813, uma nova coalisão foi formada e o exército napoleônico foi definitivamente derrotado em território francês em 1814, fazendo seu imperador-general abdicar do trono no dia 6 de março. Napoleão tentaria voltar para formar um novo exército depois de um breve exílio, mas foi novamente derrotado de maneira decisiva em Waterloo entre os dias 16 e 18 de Junho de 1815. Com sua batalha perdida, a dinastia dos Bourbon retomou o trono logo em seguida voltando, então, a monarquia para a França.

Andrieux - A batalha de Waterloo - 1852

Andrieux – A batalha de Waterloo – 1852

Napoleão é tido ainda hoje como um dos maiores ícones da história mundial. Na literatura ele é objeto inúmeras vezes. Para aqueles que gostam, recomendo com ênfase uma das obras primas de Tolstói Guerra e Paz em que é narrada toda a guerra de russos contra os franceses, desde a Áustria até Moscou. Stendhal também escreveu uma das obras mais famosas do mundo em O Vermelho e o Negro, narrando de maneira impressionante as consequências da nova monarquia francesa no século XIX após a queda de Napoleão. Certamente, a imagem do general como imbatível e aquele que está acima de outros é consagrada tanto por Dostoiévski em Crime e Castigo como também por Nietzche e sua teoria do super-homem. Este é o imaginário que fica para nós.

 

Esta é a 6ª edição de uma série especial sobre as 13 Maiores Guerras (Afinal eles lutaram por algum motivo, né?). Confira as edições anteriores nos links abaixo!

Na semana que vem: Guerra de Secessão!

 

Momento Relax

10-COISAS-QUE-APRENDEMOS-PROPAGANDAS

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