Clipping 29/09 + Cultura

Terça Feira – 29 de setembro – O apresentador Cid Moreira, umas das pessoas mais imitadas do Brasil, assopra 88 velinhas.

E eu com isso?

A gente fica um tempão aqui falando sobre a situação econômica, dólar, austeridade, etc, e muita gente acaba pensando “e eu com isso? Não vou pra Miami mesmo..!”. Agora vamos pensar: a gente concorda que esse assunto pode ser meio chato, mas se tem tanta gente falando dele, então no mínimo importante ele deve ser, né? Se isso ainda não te convenceu de que as oscilações econômicas afetam a vida de todo mundo, se liga nessa notícia que saiu hoje de manhã: uma obra no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) foi completamente paralisada e todas as 800 (oitocentas) pessoas que trabalhavam nela foram mandadas embora. As justificativas para a paralisação da obra foram os “insustentáveis impactos sobre o contrato, decorrentes da crise econômica e seus efeitos no câmbio”. Ou seja: a economia do Brasil tá uma merda, as coisas vão de mal a pior, o dólar sobe absurdamente e os contratos negociados nessa moeda se tornam insustentáveis, assim como os materiais e peças importadas de fora. No fim, o Seu Antônio que trabalhava lá no almoxarifado da obra recebeu um pé tamanho 42 na bunda por causa de dólar, economia, política e outros assuntos que ele achava menos relevante que o Ronaldinho Gaúcho saindo do Fluminense*. Em resumo: divulguem o Clip13 para seus amigos =)

*Se você ficou preocupado, sim, o Ronaldinho rescindiu sue contrato como Fluminense. Mas isso é problema do Diogo.

Desemprego

E falando em pés na bunda, o desemprego continua subindo, minha gente! De acordo com o resultado da pesquisa realizada pelo IBGE, no trimestre de maio a julho a taxa de desemprego bateu nos 8,6%, continuando sua triste escalada. Este é o maior valor desde que esta medição começou em 2012. Para se ter uma ideia, em comparação com o mesmo trimestre de 2014, houve um aumento de 26,6% na taxa de desemprego, o que significa que, em um ano, 1,8 milhão de pessoas a mais ficaram desempregadas, ajudando a compor o bolo de 8,6 milhões de pessoas sem emprego.

- concorrência: 8,6 milhões por vaga-

– concorrência: 8,6 milhões por vaga-

Guerra na TV

Quando o país está bem, a guerra na TV é entre Gugu e Faustão. Quando as coisas estão do jeito que estão, a guerra passa a ser entre Governo e Oposição. No horário nobre desta segunda feira (tá, eu sei que nenhum horário na segunda é nobre), o PSDB divulgou uma propaganda de 10 minutos (veja aqui), estrelando Aécio Snows, Efeagácê e Gerealdera Alckmin. Os três mosqueteiros botaram o dedo na ferida e fizeram caras e bocas para dizer que está na hora de o PT pagar por seus erros. E aí citaram a proposta de criação de CPMF, a perda do grau de investimento, o pedido do TSE para investigar as contas da campanha de Dilma, a análise do TCU sobre as pedaladas fiscais e mais um monte de coisas que nós já comentamos aqui (quase todos os dias).

-And the Oscar goes to... SNOWS!-

-And the Oscar goes to… SNOWS!-

Do outro lado do ringue, no red corner, o PT já está com sua resposta pronta. Na noite de hoje, o partido da estrela vai veicular sua propaganda política questionando os interesses dos políticos da oposição que tentam “desestabilizar o governo” (claro que eles preferem evitar a palavra impeachment). Na sua propaganda é perguntado se esses caras estão pensando no bem do país ou neles mesmos, e completa dizendo que ninguém garante um caminho mais seguro. Para completar, não podia faltar ele: o muso da estrela vermelha, Lula. O eterno molusco vem listar todas coisas boas que o partido fez nos últimos 12 anos na tentativa de diminuir a perda constante de (ex)petistas preocupados com a crise econômica.

-com voz de Bruce Buffer: "FIIIGHT out of the red corner"-

-com voz de Bruce Buffer: “FIIIGHT out of the red corner: Luis SQUIIIIIIID SilvaAAAA”-

Restaurant Week

Agora a notícia que todo gordinho estava esperando: se você mora em BH, Espírito Santo, Ribeirão Preto, Campinas, São Paulo ou Rio, aproveite que está rolando o Restaurant Week! Para quem não conhece, durante o período do evento, os restaurantes participantes oferecem menus com entrada, patro principal e sobremesa a um preço fixo (em São Paulo é R$ 42,90 no almoço e R$ 53,90 no jantar). É uma excelente oportunidade para conhecer lugares novos e experimentar coisas diferentes. Não percam! Consulte os restaurantes participantes e seus menus aqui

BH: de 14/09 a 04/10

ES: 21/09 a 04/10

Ribeirão: 28/09 a 18/10

Campinas: 28/09 a 18/10

São Paulo: 28/09 a 11/10

Rio: 28/09 a 18/10

 

Cultura

Série especial – As 13 Maiores Guerras (afinal, eles lutaram por alguma coisa, né?)

por Guilherme Rodrigues

 

A guerra do Paraguai

A América do Sul nunca ficou conhecida por grandes conflitos bélicos durante a história moderna, somente mesmo os massacres das colonizações contando com o genocídio das populações ameríndias. Porém, durante o século XIX, aqui perto mesmo do nosso território brasileiro houve um destes momentos sangrentos difíceis de se relatar sem tristeza e luto.

A guerra do Paraguai aconteceu entre dezembro de 1864 e o fim de 1870 e é considerada por historiadores como o maior conflito armado internacional da América do Sul. O Paraguai, desde de sua independência em 1811 (tardia como muitos países americanos), tinha uma política de isolamento de relações internacionais e afastamento de tentativas imperialistas de expansão – outro fator comum com a maioria dos países americanos já em tensões internas separatistas como o Brasil. Como o país não tinha acesso direto ao mar, a ditadura paraguaia desde José Gaspar Rodríguez de Francia até Francisco Solano López mantinham uma política de transformar latifúndios em propriedades do Estado, diversificando a economia e fortalecendo o comércio exterior. O Paraguai durante o século XIX era um dos países mais ricos da América do Sul pela sua força comercial do Rio da Prata.

image

A força comercial e o domínio paraguaio faziam barulho internacionalmente, em especial na Inglaterra, que dominava o comércio anteriormente na América. Nesta meio tempo, o Brasil, durante o império de D. Pedro II, vivia uma pequena tensão internacional contra o Uruguai e a Argentina pelo domínio e influência no Rio da Prata, enquanto, aparentemente, estava em diplomacia com o ditador López do Paraguai pelo uso do Rio Paraguai na fronteira do país com o Mato Grosso. Por causa dos conflitos entre Brasil e Uruguai, em 1864, o imperador brasileiro enviaria José Antônio Saraiva em missão ao Sul do continente para exigir pagamento do ditador uruguaio Atanasio Aguirre pelos danos da guerra. Saraiva não conseguiu nada, e o imperador Pedro II decidiu por bem descer o cacete nos uruguaios.

Por infelicidade brasileira, Aguirre era amiguinho de López do Paraguai, que não gostou na campanha brasileira no sul e decidiu retaliar e ajudar o uruguaios. Assim começava a guerra do Paraguai: o governo de López capturou em Assunção, no Rio Paraguai, um navio brasileiro chamado Marquês de Olinda e, não satisfeitos, atacaram a cidade de Dourados no Mato Grosso. Com novas pretensões, López comandou seu exército por avanços em direção ao Rio Grande do Sul, passando pela Argentina. Estas novas pretensões imperialistas paraguaias chamaram a atenção da Inglaterra, que decidiu, por bem, acabar com a festa. Os bretães apoiaram financeiramente o exército brasileiro a juntar-se com os argentinos e uruguaios para acabarem com o governo de López.

A guerra, que durou seis anos, foi um massacre para o país paraguaio, contando com diversos conflitos sangrentos. Notoriamente lembramos do Almirante Barroso e a batalha de Riachuelo (não a loja) que defendeu o Rio Grande do Sul, a batalha de Tuiuti, que deixou nada menos do que 10 mil mortos em campo de batalha em 1866. No lado das vitórias paraguaias, é bom lembrar que naquele mesmo ano de 1866, o exército brasileiro perderia a batalha de Curupaiti e os argentinos e uruguaios abandonariam o conflito pouco depois. Foi assim que Pedro II decidiu por bem apontar como novo comandante do exército o tal duque de Caxias, d. Luís Alves de Lima e Silva.

-Chupa essa manga-

-Chupa essa manga-

É sob seu comando que os brasileiros (com um belo financiamento inglês) derrotaram definitivamente os paraguaios matando o ditador López, que se recusou até o fim a se render, com sua mais famosa frase sendo dita logo antes de seu assassinato: ¡Muero con mi patria!

A morte de López determinaria o fim da guerra do Paraguai em 1870, um ano antes, o duque de Caxias teria dito que a ofensiva brasileira era uma carnificina. Os historiadores narram que o duque chegou a se demitir do exército, assim, os últimos avanços e mortes são atribuídos ao comando do conde d’Eu, marido da então princesa Isabel. O conflito de fato foi uma carnificina, que levou à morte de cerca de 80% da população paraguaia e a falência do projeto industrial do país. O endividamento paraguaio foi enorme e só veio a ser perdoado por Getúlio Vargas muito depois. Muitos estudiosos e historiadores concordam que a situação de pobreza e dificuldade paraguaias hoje podem ser explicadas pelo massacre sofrido no país no fim do século XIX, causado, em especial pelas forças brasileiras, mas que, no fundo, tinham um interesse econômico-imperialista europeu.

 

Esta é a 7ª edição de uma série especial sobre as 13 Maiores Guerras (Afinal eles lutaram por algum motivo, né?). Confira as edições anteriores nos links abaixo!

Na semana que vem: A Guerra do Paraguai

 

  1. Guerra de Troia
  2. Termópilas – Os 300 de Esparta
  3. Alexandre, o grande
  4. As Cruzadas
  5. A Guerra dos 100 anos
  6. As Guerras Napoleônicas
  7. A Guerra Civil Americana

 

Guilherme Rodrigues é Corinthiano, mas mesmo assim estudou no ensino superior e é professor de língua portuguesa e literatura, e ainda curte apreciar uma arte por aí. Escreve para o Clip13 toda terça.

 

 Momento Relax

bizarrock-in-rio

Gostou e quer receber os próximos clippings?

Cadastre seu email em nosso Blog – http://www.clip13.wordpress.com

Curta nossa página no Facebook – facebook.com/cliptreze

Nos siga no Twitter – @Cliptreze

Ou mande um email para noticias.clip13@gmail.com !

O Clip13 é uma ferramenta para divulgar as notícias de forma rápida e divertida. Para maiores detalhes ou para conferir a fonte de cada notícia, basta clicar no título e você será redirecionado para a página original. Crédito das imagens: 12345

Clipping 15/09 + Cultura + Esportes

Terça Feira – 15 de setembro – Marco Polo assopraria 761 velinhas, mas morreu em 1324. Tommy Lee Jones assopra 69 e Fernanda Torres (filha da Montenegro) assopra 50.

Orçamento

Depois que o governo, na tentativa de ser transparente (ou jogando a toalha) soltou um orçamento para 2015 que já previa gastos maiores que as entradas, a agência de análise de riscos Standard & Poor’s acabou rebaixando a nota do Brasil, o que, por mais que o Lula insista que não é nada, é uma porrada do cacete. Por causa disso, Dilmão passou o final de semana com sua equipe econômica para tentar melhorar um pouco essa situação. Eis que, ao final dessa reunião, os ministros da Fazenda (Joaquim Levy) e do Planejamento (Nelson Barbosa) vieram a público para nos contar que o governo federal pretende cortar R$ 26 bilhões em gastos para atingir um total de R$ 64,9 bi e, com isso, fechar 2016 com um superávit 0,7% do PIB. Em resumo: o governo vai cortar mais um pouco dos seus gastos, vai aumentar mais um pouco os impostos e, assim, esperamos crescer ano que vem. Agora vamos para as duas listas que mais interessam: o que vai ser cortado e o que vai subir.

Novos cortes:

– Adiamento do reajuste dos funcionários públicos (R$ 7 bi)

– Suspensão de concursos (sorry concurseiros) (R$ 1,5 bi)

– Eliminação do abono de permanência (não sei o que é isso) (R$ 1,2 bi)

– Implementação do teto para o serviço público (R$ 800 milhões)

– Cortes no Minha Casa Minha Vida (R$ 8,6 bi)

– Reduzir gastos com saúde (mas manter o mínimo exigido pela constituição) (R$ 3,8 bi)

– Revisão da estimativa de gasto com subvenção agrícola (também não sei o que é isso) (R$ 1,1 bi).

Novos aumentos de tributos (Precisam ser aprovados pelos deputados e senadores!)

– PIS/Cofins para indústrias químicas

– Juros Sobre Capital Próprio (JSCP)

– Novas faixas de Imposto de Renda

– Volta da CPMF com alíquota de 0,2% e duração de 4 anos.

Com relação a estes aumentos de impostos (e criação da CPMF), volto a dizer que é necessário aprovação dos deputados e senadores. Na quinta feira, o Ricardo vai explicar melhor pra gente o que é cada um desses monstros, especialmente a CPMF.

Queda

Pode ser que você tenha ficado esperançoso com a possibilidade de melhora, ou pode ser que você tenha ficado mais bravo ainda com a possibilidade de ter que pagar mais impostos. Fato é que o mercado recebeu bem esta notícia e, por isso, o dólar finalmente fechou um dia em queda, a maior desde o dia 10 de agosto. Assim, após uma redução de 1,86%, a moeda americana fechou a R$ 3,81.

Doação

Agora se liguem nessa palhaçada. Em meio a uma super onda de combate à corrupção no Brasil, os dignos nojentos dos nossos deputados aprovaram uma mudança na lei eleitoral (aquela enganação que chamaram de reforma política) que, além de continuar permitindo que empresas doem para partidos, ainda permite (de acordo com a interpretação de especialistas) que se oculte o nome da empresa que fez a doação ao partido! Sério! Isso acontece porque a lei diz que é permitida a doação para partidos “sem a individualização dos doadores”. Então os caras pagam de honestos colocando um limite nas doações e proibindo a doação direta para candidatos, mas, no fim das contas, só pioraram o sistema, porque agora a empresa doa para o partido indicando o candidato que ele deve patrocinar e a gente, ainda por cima, não consegue saber quem foi que doou! Até parece que esses animais não vivem no país em que uma super operação chamada Lava Jato cansou de demonstrar o óbvio: é por meio dessas doações que muita propina é repassada. Agora é torcer para a Dilma vetar esse artigo da lei. Aí a gente vai ver se esse tipo de negócio por baixo dos panos interessa pra ela. Porque para o deputados já ficou claro que é um tesão.

Execução

No feriado de 7 de setembro, todos os jornais do país passaram de forma incansável o vídeo de duas supostas execuções feitas pela polícia militar de São Paulo. Resumindo bem rapidinho, dois caras estavam tentando roubar uma moto. Daí a polícia chegou e os dois malucos fugiram um pra cada lado. O primeiro deles subiu em um telhado e foi rendido por um policial que, depois, o jogou lá de cima, de uma altura de 9 metros. O segundo não teve um destino melhor. Outros policiais o capturaram e deram dois tiros na sua barriga. Ambos morreram. O que os policiais não contavam é que vivemos em um mundo em que todo mundo tem um celular com câmera e, assim, as duas execuções foram filmadas e, assim, a corregedoria da polícia não teve alternativa a não ser decretar a prisão temporária dos 11 policiais envolvidos.

 stallone-judge-dredd

Cultura

Série especial – As 13 Maiores Guerras (afinal, eles lutaram por alguma coisa, né?)

por Guilherme Rodrigues

 

A guerra civil americana e a secessão

Em uma aula sobre literatura norte-americana do século XIX que vi online do departamento de história literária da universidade de Harvard, os professores tentavam resumir a guerra civil dos EUA com uma palavra e as disparidades eram imensas: liberdade, heroísmo, selvageria, dor, sanguinolência. Para nós, distantes da história de racismo e escravidão dos EUA, é preciso, em primeiro lugar, reconhecer a disputa evidente dos estados do norte e aqueles do sul (todos aqueles do leste).

Na primavera de 1861, décadas de tensões entre as duas partes dos EUA, sul e norte, a respeito de direitos independentes dos estados e a supremacia federal que levavam em consideração a expansão para o oeste e a escravidão explodiram na Guerra Civil, durando até 1865. Um dos pontos principais da elevação das tensões foi a eleição do presidente republicano antiescravidão Abraham Lincoln em 1860, o que causou a conhecida secessão/separação de 7 estados da união para a formação da conhecida Confederação dos Estados da América.

A essência do conflito, dizem os historiadores, era a disparidade entre os sistemas econômicos do norte, baseado na indústria bem desenvolvida, e do sul, baseado em agricultura em larga escala e um sistema escravista. Houve, especialmente no norte, um crescimento de um pensamento antiescravidão a partir de 1830 que foi espalhado na expansão para o oeste. Temendo a queda do sistema escravista, o congresso aprovou em 1854 o ato Kansas-Nebraska, que, essencialmente abria a possibilidade de escravidão em qualquer novo território da América. Isso levou a uma série de conflitos violentos em Kansas durante o ano. Até o ano de 1859, os conflitos se mantinham também no congresso com leis e processos que tentavam fortalecer o sistema escravista do sul, por outro lado, os estados oposicionistas do norte fundaram o partido republicano e, liderados por John Brown, os abolicionistas invadiram militarmente Harper’s Ferry em West Virginia. A eleição de Lincoln foi a gota d’água para os estados da Carolina do Sul, Mississippi, Flórida, Alabama, Georgia, Louisiana e Texas formarem a Confederação.

-E daí surgiu esta famosa bandeira, que ainda hoje é usada como símbolo de orgulho para sulistas (e também de racismo pela questão da escravidão da guerra)-

-E daí surgiu esta famosa bandeira, que ainda hoje é usada como símbolo de orgulho para sulistas (e também de racismo pela questão da escravidão da guerra)-

Já no primeiro ano de governo de Lincoln, os confederados invadiram o Forte Sumter em 1861 na Carolina do Sul, um posto federal importante para o governo. Após ganhar a posição do presidente, os confederados ainda levaram as adições dos estados de Virginia, Arkansas, Carolina do Norte e Tennessee. Apesar de parecer muitas vezes que o norte tinha grande vantagem bélica, muitos historiadores falam que os confederados tinha um exército mais bem comandado e preparado se baseando em uma forte tradição militar. Uma das grandes vitórias dos confederados aconteceu provando isso: A primeira batalha de Bull Run em Julho de 1861, quando 35 mil confederados forçaram a União a recuar para Washington, fazendo com que Lincoln tivesse que convocar mais 500 mil homens para seu exército.

-Lincoln, o bambu de cutucar estrela-

-Lincoln, o bambu de cutucar estrela-

Os confederados ainda forçavam em 1862 a União a duras derrotas quando na Segunda Batalha de Bull Run, o general McClellan conseguiu reorganizar o exército de Lincoln em Setembro forçando a Confederação a ficar na defensiva atrás das linhas do estado de Maryland. A vitória da União serviu para Lincoln em 1863 a promover primariamente a Proclamação da emancipação, que libertava todos os escravos dos EUA após o dia primeiro de Janeiro daquele ano. A proclamação, argumentada como uma medida antibélica por Lincoln, enfraqueceu os confederados e fortaleceu a opinião pública da União. Porém a guerra ainda não parou por ali, sendo que os confederados de general Lee ainda invadiriam o norte. Apesar disso, a força dos confederados acabou em 1865 após muitas perdas, inclusive da União. A história narra que general Lee se rendeu em Abril daquele ano. A vitória da união, porém, viria sob a sombra da perda de seu grande líder: John Wilkes Booth, um ator e simpatizante da confederação assassinaria o presidente Lincoln no teatro Ford em Washington no dia 14 de Abril do mesmo ano.

Certamente a guerra civil leva até hoje o título da luta pela liberdade e a escravidão. Na cultura pop, há muito a que se pesquisar e ver: pessoalmente sugiro o filme maravilhoso chamado Lincoln de 2012, sendo que o presidente dos EUA é interpretado por um dos melhores atores que já viveram: Daniel Day Lewis; além disso, o recém premiado 12 anos de escravidão e outro de Tarantino (Django Livre) mostram o background da escravidão no sul dos EUA durante o século XIX de maneira interessante.

 

-Django. The D is Silent-

-Django. The D is Silent-

Esta é a 3ª edição de uma série especial sobre as 13 Maiores Guerras (Afinal eles lutaram por algum motivo, né?). Confira as edições anteriores nos links abaixo!

Na semana que vem: A Guerra do Paraguai

 

  1. Guerra de Troia
  2. Termópilas – Os 300 de Esparta
  3. Alexandre, o grande
  4. As Cruzadas
  5. A Guerra dos 100 anos
  6. As Guerras Napoleônicas

 

Guilherme Rodrigues é Corinthiano, mas mesmo assim estudou no ensino superior e é professor de língua portuguesa e literatura, e ainda curte apreciar uma arte por aí. Escreve para o Clip13 toda terça.

 

Esportes

por Diogo Brandão

 

Fala povo!

Saudades de vocês!

Após uma semaninha de descanso por conta do feriadão da última semana, voltamos com tudo!

#Tênis

Rolou ontem, domingão, a final do US Open, também conhecido como aberto Aberto dos Estados Unidos.

É um dos 4 torneios mais importantes do calendário do Tênis Mundial.

E nada melhor que ver frente a frente os dois mais phodões, num final sensacional. O número 1 do mundo, o sérvio Novak Djokovic manteve seu reinado e venceu o arquirrival, Roger Federer, por 3 sets a 1

Djoko é sinistro. Palmas pro sérvio!

novak-djokovic-marin-cilic-tennis-u.s.-open-850x560

 

#Futebol Americano

Pro delírio do nosso editor chefe Gustavo “Bonner-Casoy-Lobo” Cux, a temporada da NFL – Futebol Americano, voltou!

E o time do pulador-de-cerca Tom Brady, New England Patriots, venceu o Pittsburgh Steelers na estreia da competição por 28 a 21, com direito a show de Gronkowski.

Parece que o time do safadão craque Tom Brady vai brigar novamente pelo título.

A tabela completa da competição em:

http://www.resultados.com/futebol-americano/eua/nfl/calendario/

Campeonato Brasileiro

Campeonato brasileiro com resultados importantes!

Os Curinthians insistem em não dar chance pro azar, seguem vencendo e estão mega tranquilos na liderança da competição com 54 pontos. A turma Itaquerense venceu o Joinville nessa rodada por 3 a zero

Os Atléticos Mineiros seguem na segunda colocação com 49 pontos, mesmo empatando com os Cruzeiros por 1 a1.

Agora galera, na boa. Falando sério. Na moral. Sério mesmo. Impossível não exaltar a Magnânima vitória do mega-blaster-fuderoso-melhor-do-mundo, Flamengo. O time carioca venceu pela 6ª vez seguida e já ocupa a 4ª colocação na tabela. Cumprindo nosso papel de isenção e imparcialidade – #SQN – informo que estamos torcendo como nunca contra os Curinthians!

 – Mas e o Vasco?

– O Vasco ganhou!

– É sério! Juro. Isso não é o momento relax.

O Vasco venceu a segunda partida consecutiva e ocupa … o último lugar! A situação tava tão ruim que mesmo vencendo o time de São Januário segue lanterna!

É isso, meu povo! Abs e até a próxima!

Diogo Brandão é carioca, marrento e flamenguista. Torce para o Real Madrid, Broncos, Nadal e Bulls. Prefere biscoito a bolacha e escreve a coluna Esportes para o Clip13.

 

 Momento Relax

Sinceras

Gostou e quer receber os próximos clippings?

Cadastre seu email em nosso Blog – http://www.clip13.wordpress.com

Curta nossa página no Facebook – facebook.com/cliptreze

Nos siga no Twitter – @Cliptreze

Ou mande um email para noticias.clip13@gmail.com !

O Clip13 é uma ferramenta para divulgar as notícias de forma rápida e divertida. Para maiores detalhes ou para conferir a fonte de cada notícia, basta clicar no título e você será redirecionado para a página original. Crédito das imagens: 1, 2, 3, 4, 5

Clipping 20/08 + Cultura

Quinta Feira – 20 de agosto – Dia do Maçom e aniversário de Andrew Garfield, o atual Homem Aranha, que assopra 32 velinhas.

Denúncia

Vocês devem se lembrar que em julho, Eduardo Cunha acabou aparecendo na delação de Julio Camargo (ex-consultor da construtora Toyo Setal), tendo sido apontado como destinatário de R$ 5 milhões em propina para viabilização de um contrato de navios-sonda da Petrobras. Na época, Cunha mudou de cor e falou cuspindo que isso era um absurdo e que aí tinha dedo do governo que queria sacanear com ele. Aparentemente, o pití pouco adiantou, já que entre hoje e amanha, o procurador-geral da república deverá apresentar uma denúncia formal contra Cunha, trazendo evidências sobre este caso. Outro que também deverá aparecer nas páginas da denúncia é o nosso ex-presidente impichado Fernando Collor, suspeito de ter recebido mais de R$ 26 milhões em propinas entre 2010 e 2014. Vamos acompanhar!

-ihhhh rapaiz-

-ihhhh rapaiz-

Manifestação

Mas não é só isso que está azedando o humor de Eduardo Cunha, não! Movimentos sociais como a CUT, UNE e MST marcaram para hoje diversas manifestações em 23 estados para protestar conta o cara. Os atos são, na verdade, em defesa do governo, inimigo declarado de Cunha, e têm como pauta os seguintes temas: crítica ao ajuste fiscal e à Agenda Brasil, rejeição à pauta conservadora personificada pelo presidente da Câmara e a defesa da democracia. Se você mora em São Paulo, prepare-se para um trânsito acima do normal na Faria Lima, Rebouças e Paulista, já que os manifestantes passarão por estas vias após a concentração no Largo da Batata às 17 horas.

Redução

No início de julho, a Câmara dos Deputados aprovou em primeiro turno a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos para quem cometer os suaves crimes de homicídio doloso (com intenção), lesão corporal seguida de morte e crimes hediondos, incluindo aí, entre outras coisas, o estupro. Como se trata de uma mudança na constituição (porque é lá que está previsto a idade de 18 anos), o projeto precisou passar por um segundo round de votações na Câmara. Este round aconteceu ontem e a redução foi novamente aprovada, dessa vez por 310 votos a favor contra 152 contra (e uma abstenção). Com isso, o projeto segue agora para o Senado, onde também enfrentará duas rodadas de aprovações.

Desoneração

Falando em Senado, está na capa de todos os jornais de hoje que os senadores aprovaram (por 45 a 27) a tal redução da desoneração da folha. Joia! Mas que cazzo é isso? Vamos por partes. A empresa paga um salário para seu funcionário, que passa a fazer parte da “folha de pagamento” da empresa. Aí o governo vai lá e estabelece um tributo nessa parada dizendo: “quando você pagar o salário do seu pokemon, você precisa pagar também X% ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS)”. Com isso, o governo colocou uma “oneração” na folha de pagamento da empresa, certo? Só que aí, depois de alguns anos, o governo decide dar um estímulo para as empresas e reduz um pouco aquele X, de modo que as empresas precisam pagar menos tributos. Em outras palavras, houve uma diminuição da oneração, ou, com foi chamada, uma “desoneração” da folha. Passa mais um tempinho e o governo mergulha de ponta em uma crise econômica ferrada e aí resolve que não dá mais pra ficar fazendo essas graças porque precisa de mais dinheiro (que vem na forma de tributos), e resolve “reduzir a desoneração” da folha, o que, em outras palavras quer dizer “aumentar a oneração”, ou, “aumentar os tributos pagos por conta dos salários da empresa”. Entendeu? Não? Então lê de novo que tá muito bem explicado. Entendeu agora? Então vamos tocar o barco. Precisando de dinheiro, o governo havia decidido subir bastante os tributos sobre a folha de pagamento. O projeto foi pros deputados que reduziram um pouco esse aumento (mas continuou sendo um aumento) e assim aprovaram o texto. Este texto com o aumento mais suave chegou ao senado e foi aprovado. Agora o projeto vai para Dilmão aprovar ou vetar. Se quiser saber quanto a sua empresa pagava e quanto pagará de impostos, clique aqui. Quem defendia a desoneração argumentava que o governo precisa de uma maior arrecadação para conseguir fazer o ajuste fiscal (acerto de suas contas), o que é importantíssimo para o país. Quem era contra dizia que este tipo de medida é uma sacanagem do governo que transfere para a população a conta do ajuste fiscal, e que aumentar a oneração da folha vai gerar mais desemprego.

Obs.: aqui no Clip13, quem manja de tributos é o Ricardo. Então, se escrevi alguma bobagem, ele vai me mandar uma mensagem 3 minutos depois de eu publicar o post. Se for o caso, amanha eu corrijo. Se não tocar mais no assunto, é porque eu gabaritei.

Desemprego

E falando em desemprego, o IBGE divulgou a taxa de desempregados do mês de julho: 7,5%, a maior desde março de 2010, o que surpreendeu muitos analistas, que esperavam um máximo de 7,3%. O número já é péssimo para qualquer um, mas fica especialmente feio para um governo que se reelegeu batendo na tecla do “diminuímos o desemprego”, não acham?

Redução

Lembrando que hoje já começa a valer a redução de velocidade (de 60 km/h para 50 km/h) das seguintes vias de São Paulo:

– Rua Henrique Schaumann (zona oeste)

– Avenida Paulo VI (zona oeste)

– Avenida Sumaré (zona oeste)

– Avenida Antártica (zona oeste)

– Viaduto Antártica (zona oeste)

– Avenida Afrânio Peixoto (zona oeste)

– Avenida Valdemar Ferreira (zona oeste)

– Avenida Professor Manuel Chaves (zona oeste)

– Avenida Vereador José Diniz (zona sul)

– Avenida Carlos Caldeira Filho (zona sul)

– Estrada do Campo Limpo (zona sul)

Tu te cativas o que te tornas sei la raposa

Estreia hoje nos cinemas o filme “O Pequeno Príncipe”. Você, diferentemente de mim, certamente já leu o livro do menino que tem um cachecol e que fica cativando geral por aí. Então, se quiser apresentar a história para seus filhos (ou se quiser ói ver esta homenagem cinematográfica), chegou a hora!

Cultura

Série especial – As 13 Maiores Guerras (afinal, eles lutaram por alguma coisa, né?)

por Guilherme Rodrigues

 

Guerras Napoleônicas – O super-homem

No final do século XVIII, para ser mais específico, por volta de 1788, a França passou por um dos períodos mais conturbados e icônicos de sua história. Com o sistema feudal totalmente em crise e o grande enfraquecimento das monarquias absolutistas, os franceses que não faziam parte da nobreza nem do clero tomaram os grandes ideais iluministas de Rousseau e Voltaire (cheque as colunas sobre os dois pensadores no Clip aqui e aqui!) para realizar a conhecida Revolução Francesa em 1789.

Com o assassinato da dinastia dos Bourbon (o rei Luis XVI e a rainha Maria Antonieta) e o estabelecimento de uma república, o resto da Europa, comandada por reis absolutistas, fez um levante contra os revolucionários em 1791. Durante 25 anos aproximadamente, uma série de alianças entre a Áustria, a Prússia, a Rússia e a Grã-Bretanha lutaram contra o exército francês por influência e por territórios na Europa. As batalhas brutais chegaram ao seu auge com combates entre exércitos de mais de 200 mil homens.

Já em 1795, o exército francês tinha dominado a Bélgica, forçado a Prússia a assinar um tratado de paz e as Províncias Unidas (mais ou menos a Holanda hoje) tinham se tornado uma zona republicana de influência francesa. Apesar disso, os franceses tinham dificuldades no sul da Europa contra os austríacos, em especial na Itália, o que levou o comando do governo a eleger um novo general para a campanha, mais estrategista e dinâmico: Napoleão Bonaparte.

napoleao-bonaparte-3

Sua primeira campanha vitoriosa aconteceu exatamente naquele lugar, fazendo com que os austríacos recuassem e, eventualmente derrotados, cedessem territórios da Bélgica e de Luxemburgo aos franceses. O general chegou a ser derrotado pelo império otomano no Egito em 1798, mas voltou de forma novamente vitoriosa derrotando a coalisão europeia formada pelos austríacos, bretães, portugueses e outros: a batalha de Marengo faria da França a maior potência do continente.

Na virada para o século XIX, Napoleão continuava ainda com visões imperialistas e dominação territorial e, em 1805, partiu em campanha para o território austríaco. Os russos liderados pelo czar Alexandre I junto com o exército da Áustria perderam de maneira vergonhosa seus territórios cedendo a invasão de Jena, Ulm, Austerlitz e até mesmo Viena, e, finalmente, conquistando o território polonês de bônus. Para nós brasileiros, também é famosa a invasão de Napoleão em Portugal em 1807, que pode ser descrita como um trator passando por cima de uma formiga.

A rendição de Ulm, 1805

Berthon – A rendição de Ulm, 1805

As estratégias de Napoleão se baseavam, reduzindo o máximo possível, a ataques rápidos e surpresas, o que funcionou por muito tempo. Contudo, os seus adversários, entendendo os seus movimentos, tentavam contra-atacar com batalhas mais longas. Esta estratégia de defesa foi aplicada em duas grandes derrotas de Napoleão: primeiro aplicada pelo duque de Wellington na Espanha e, claro, de maneira mais marcante, na Rússia.

A derrota do exército em território russo é uma das mais famosas da história. Napoleão levou seu exército pela Rússia enquanto o exército do czar Alexandre I recuava em direção a Moscou. Houve somente uma batalha direta na cidade de Borodinó, próxima já a Moscou; contudo, os dois exércitos tiveram perdas grandes. Napoleão conseguiu conquistar Moscou e ficou por um bom tempo no Kremlin, até que a cidade passou por um incêndio de grandes proporções. Com seu exército pulverizado em pilhagens e com fome, o general teve de recuar, sendo perseguido pelos líderes e generais russos durante o inverno de 1812, enquanto no interior do país eslavo fazia cerca de -35ºC. Napoleão perdeu cerca de 500 mil homens.

A derrota na Rússia culminou na perda de confiança no general e então imperador autoproclamado da França. Em 1813, uma nova coalisão foi formada e o exército napoleônico foi definitivamente derrotado em território francês em 1814, fazendo seu imperador-general abdicar do trono no dia 6 de março. Napoleão tentaria voltar para formar um novo exército depois de um breve exílio, mas foi novamente derrotado de maneira decisiva em Waterloo entre os dias 16 e 18 de Junho de 1815. Com sua batalha perdida, a dinastia dos Bourbon retomou o trono logo em seguida voltando, então, a monarquia para a França.

Andrieux - A batalha de Waterloo - 1852

Andrieux – A batalha de Waterloo – 1852

Napoleão é tido ainda hoje como um dos maiores ícones da história mundial. Na literatura ele é objeto inúmeras vezes. Para aqueles que gostam, recomendo com ênfase uma das obras primas de Tolstói Guerra e Paz em que é narrada toda a guerra de russos contra os franceses, desde a Áustria até Moscou. Stendhal também escreveu uma das obras mais famosas do mundo em O Vermelho e o Negro, narrando de maneira impressionante as consequências da nova monarquia francesa no século XIX após a queda de Napoleão. Certamente, a imagem do general como imbatível e aquele que está acima de outros é consagrada tanto por Dostoiévski em Crime e Castigo como também por Nietzche e sua teoria do super-homem. Este é o imaginário que fica para nós.

 

Esta é a 6ª edição de uma série especial sobre as 13 Maiores Guerras (Afinal eles lutaram por algum motivo, né?). Confira as edições anteriores nos links abaixo!

Na semana que vem: Guerra de Secessão!

 

Momento Relax

10-COISAS-QUE-APRENDEMOS-PROPAGANDAS

Gostou e quer receber os próximos clippings?

Cadastre seu email em nosso Blog – http://www.clip13.wordpress.com

Curta nossa página no Facebook – facebook.com/cliptreze

Nos siga no Twitter – @Cliptreze

Ou mande um email para noticias.clip13@gmail.com !

O Clip13 é uma ferramenta para divulgar as notícias de forma rápida e divertida. Para maiores detalhes ou para conferir a fonte de cada notícia, basta clicar no título e você será redirecionado para a página original. Crédito das imagens: 1

Clipping 12/08 + Mercadão + Cultura

Quarta Feira – 12 de agosto – Fernando Collor de Mello, o respeitado honrado amado 32º Presidente do Brasil assopra 66 velinhas.

 Fala Galere!

Se você estava esperando a coluna do Gui ontem, não se preocupe! Ela está no Clipping de hoje, logo abaixo da coluna do Ian!

Então não perca a Mercadão explicando como as alterações na moeda chinesa podme afetar nossa vida e a Cultura finalmente ajudando a entender o que foi a tal Guerra dos 100 anos!

Mas antes,

Bora pras notícias!

Varejo

Como a situação da economia anda numa desgraceira de fazer dó, a principal manchete dos jornais de hoje é a queda das vendas do varejo no primeiro semestre de 2015. Como a economia está com problemas generalizados, o que acaba acontecendo é que a maioria dos setores sofre em conjunto e é por isso que todos os dias temos estes dados mostrando de diferentes perspectivas que as coisas não andam nada bem. Assim, embora preocupante, acaba não sendo novidade para ninguém que houve uma bela queda (-2,2%) nas vendas do varejo no primeiro semestre de 2015 em comparação com o mesmo período de 2014. Este resultado, assim como muitos outros que temos visto, é o pior desde 2003.

Marcha das Margaridas

Está acontecendo hoje em Brasília a Marcha das Margaridas, uma manifestação que ocorre de 4 em 4 anos e reúne trabalhadoras rurais, indígenas, quilombolas e sindicalistas. Segundo a organização, esta marcha, que é a 5ª, reúne cerca de 100 mil pessoas e tem como pauta a melhoria da educação e políticas públicas para o campo. Pra completar, a marcha também se posiciona contra os movimentos de impeachment de Dilmão e, por isso, durante a manifestação, os integrantes deram as costas ao Congresso Nacional como forma de “repudiar manobras golpistas”.

margaridas

Náufragos

Ali entre a África e a Europa existe um mar chamado Mediterrâneo.

mediterranean_map

Como vocês podem ver, é apenas este belo e azul pedaço de água que separa africanos sem perspectiva em sua terra natal do sonho de conquistar alguma coisa na Europa (que lindo). É por isso que estas pessoas desesperadas acabam topando pagar valores de até 10 mil dólares para que traficantes ilegais de pessoas os coloquem em botes mal construídos e inadequados na tentativa de chegar do outro lado do mediterrâneo. Lembram dos perrengues que a Sol passava pra atravessar do México para os EUA na novela América? Então, é mais ou menos isso, só que no mar, em um bote porco e superlotado. Como qualquer um pode imaginar, estes botes merda costumam afundar e, embora um ou outro consigam refúgio em algum país da Europa, a maioria acaba morrendo nas águas ou sendo resgatada e enviada de volta para seu país de origem. E não achem que esses naufrágios acontecem uma ou dias vezes por ano. Hoje mesmo um barco cm 50 refugiados naufragou e a Itália está penando para conseguir fazer o resgate de todo mundo. No ano, já são mais de 2000 mortos na travessia.

migrante-italia

Seguro

Se você ganhasse essa Ferrari 458 do seu papi, você ia ficar feliz, não ia?

2012-ferrari-458-italia-6

Mas o presente não foi suficiente para um demente jovem na Alemanha, pois a Ferrari já lançou o modelo 488 que é o sucessor desta, e aí vocês sabem como é né..

ferrari-488-gtb-02-1

Não dá pra ficar rodando com esses carros antigos por aí. Então o que ele fez? O que qualquer pessoa faria nessa situação: botou fogo no carro na esperança de o seguro o reembolsar e, com a grana, comprar o brinquedo novo.

Ferrari-Incendiada-670

Não bastasse a ideia completamente imbecil e criminosa, a mula fez esta proeza em uma área repleta de câmeras de segurança e, com isso, não receberá nada da seguradora e ficará sem Ferrari nenhuma =) parabéns!

Mercadão

por Ian Carlos

A Desvalorização do YuanA nova estratégia

O governo chinês tem uma forma peculiar de lidar com questões democráticas em seu território. Há três meses, por exemplo, o governo da cidade de Luoyang estava finalizando uma nova rodovia cujo trajeto passava por uma região residencial. As autoridades então negociaram a compra das residências para deixar a área limpa para a nova estrada. Se você acha que não há democracia na China, engana-se. Ou engana-se mais ou menos. Na ocasião um dos moradores não aceitou a proposta para a venda de sua residência e por lei, o estado não pode obriga-lo a vender nada. Resultado:

Viva la democracia

Viva la democracia

Por que seria diferente com a política econômica?

Há tempos especula-se uma sobrevalorização nos preços das ações na bolsa chinesa. Significa dizer que a entrada de capital na bolsa gerou excessivas compras e fizeram com que os preços explodissem para cima. Volte para o ano de 1929 em Wall Street e você descobrirá o que pode acontecer nesses momentos. Com medo de um crash das ações, ou seja, uma pressão de venda descontrolada jogando os preços para baixo, as autoridades do Banco Popular da China (o Banco Central, deles) tomou medidas incríveis que ajudaram a segurar os preços e não permitiram uma queda violenta. A nova regra foi a seguinte: se você é um grande acionista e possuí mais de 5% das ações de uma mesma empresa, você está PROIBIDO de vender seus ativos pelos próximos seis meses.

E o Yuan com isso?

O Yuan é a moeda chinesa e o intervencionismo do governo em seu valor não é pequeno. Por exemplo: o Yuan é controlado pelo governo Chinês de forma que há um limite máximo para a variação em um dia: 2%. Acontece que a volatilidade da moeda é bem menor do que isso, pois o governo sempre atua jogando os preços para baixo e para cima, para aproximá-lo do 0% de variação no dia.

Na terça e quarta (hoje, mas lembrando que o horário comercial já acabou por lá), o governo Chinês inverteu sua estratégia e começou a empurrar a própria moeda para baixo resultando na queda de 1,9% e 1,6% nesses dois dias. Hoje o Yuan vale 6,3231 doletas.

Apesar de parecer uma movimentação modesta (e de fato é, pelo menos ainda) a notícia chama a atenção para perspectivas futuras.

Os impactos

Um bom exemplo para entendermos como isso nos afeta é observar o impacto nas metalúrgicas e mineradoras. A China é uma gigantesca produtora dessas commodities assim como o Brasil. Porém, enquanto nossa industria encolhe, na China eles crescem menos. Com o objetivo de segurar essa desaceleração o governo tomou essas medidas para reduzir o preço da moeda. Com o Yuan mais barato, fica muito melhor para um país importar o aço chinês já que o valor do produto irá cair devido o valor da moeda, sacou? Aí o bicho pega aqui, porque além de ser mais barato a China possui commodities de qualidade e fica mais interessante comprar de lá do que do Brasil. Só não foi pior porque por aqui também trabalhamos com essa desvalorização da moeda (que já foi muito mais desvalorizada do que o Yuan).

A posição do governo chinês e a interpretação dos economistas

Cara, em cinco minutos já era possível termos uma “guerra cambial” rodando pela internet. A verdade é que o povo adora uma desgraça.

Acreditar em uma espécie de terrorismo cambial é algo fora do radar, por enquanto. O movimento de desvalorização da moeda impacta no comercio exterior da China e dos concorrentes, claro, porém está muito longe de não ser uma medida plausível. Tudo indica que o governo chinês conduz a desvalorização com absoluta cautela e já afirmou que não há expectativa de desvalorização de longo prazo e de maior peso. Há também um consenso por parte dos economistas de que as medidas são meramente defensivas e estão em linha com o que outros países fizeram (tipo nós).

A China, claro, é um gigante econômico. Se a economia internacional fosse a superfície de um lago, as alterações chinesas seriam como um elefante dando um mergulho. Você pode estar na outra margem, e será atingido pelas ondas. Por esse motivo o Vietnam, por exemplo, já está trabalhando para fazer o mesmo movimento de rebaixar o valor da moeda e países como Austrália e Nova Zelândia também já anunciaram que podem mexer uns pauzinhos para irem se ajustando.

Ian Carlos é assessor de investimentos. Faz números e porcentagens parecerem interessantes na coluna Mercadão que escreve para o Clip13 toda quarta.

Cultura

Série especial – As 13 Maiores Guerras (afinal, eles lutaram por alguma coisa, né?)

por Guilherme Rodrigues

 

A guerra dos cem anos – França contra Inglaterra e os territórios nacionais

Dentre as grandes rivalidades da Europa ocidental, certamente uma das inimizades mais conhecidas que se fala é aquela entre Inglaterra e França. Não é de se esperar diferente, já que franceses e ingleses foram protagonistas de grandes disputas na era moderna, inclusive intelectuais. Mas como estamos falando do ambiente da guerra, é impossível não falar sobre um dos embates mais notórios entre ambas as nações, a famosa Guerra dos Cem Anos.

Este nome é usado pelos historiadores para determinar um conjunto de conflitos (e não apenas um, como muitas vezes se pensa) entre a Inglaterra e a França entre os séculos XIV e XV, mais especificamente, a convenção dá que eles têm início em 1337 d.C. e terminam em 1453 d.C., ocupando, então, aproximadamente o espaço de 100 anos.

Na Idade Média, era comum que houvesse casamentos de famílias aristocráticas de diferentes nações para se selarem acordos e alianças, isso fazia com que reis de alguns países também fossem duques e/ou condes de outras regiões da Europa. Essencialmente a Guerra dos Cem Anos teria seu estopim por causa de uma desses motivos. Quando o rei Charles IV da França morreu em 1328, Eduardo III da Inglaterra era também duque de Guyenne (Aquitânia hoje, no sudoeste francês) e também conde de Ponthieu (perto do canal da mancha no norte francês). Por causa de seu poder territorial, além do fato de que a mãe de Eduardo III tinha sido irmã de Charles IV (que não teve filhos), o rei inglês se considerava herdeiro legítimo do trono da França.

Só que nada é muito fácil na Idade Média. O conde de Valois (fala-se valoá), Filipe, também por parentesco próximo à Charles IV, reivindicava o trono. Houve uma assembleia na época que acabou decidindo que Filipe VI de Valois assumisse o papel como rei da França, o que supostamente foi acordado com Eduardo III da Inglaterra. Apesar disso, o novo rei francês quis tirar qualquer influência inglesa e aparentes perigos de perder seu trono do reino e tentou confiscar o ducado de Guyenne em 1337. Claramente nosso amigo inglês não ficou nada satisfeito e mandou tropas para o território francês e, desta vez, também queria o trono de Filipe VI.

As guerras medievais geralmente eram consistidas de longas campanhas e cercos a importantes cidades fortificadas, o que foi o exato caso da Guerra dos Cem Anos. O exército inglês conseguiu na época manter Filipe VI e seu filho João II na defensiva até 1364 d.C., dominando vitoriosamente a cidade de Crécy em 1346 e cercando Calais. João II foi inclusive capturado em 1356 quando o exército inglês massacrou o francês na batalha de Poitiers, o que levou os franceses a tentarem um acordo por seu rei.

Contudo, nada durou muito tempo, pois o conflito foi retomado depois da morte de João II com seu filho Charles V, que rejeitou totalmente respeitar os tratados que subjugavam a França a Eduardo III. Diferentemente de seu pai e avô, Charles V forçou os ingleses a recuarem e se manterem na defensiva a partir de 1364 até 1380, quando ele morreu. A batalha acabou recaindo, então, no norte da França, uma região chamada de Flandre française, que consiste hoje também parte do território belga.

Após o ano de 1380, apesar do conflito territorial ainda estar em voga, ambos os países caíram em disputas internas pelo trono, sendo que Henrique IV assumiu o reinado inglês enquanto, na primeira década do século XV, a França se encontrava em guerra civil entre dois partidos em meio ao reinado de Charles VI, que sofria de loucura e não conseguia reinar adequadamente. Tomando vantagem da situação, o filho de Henrique IV, Henrique V, iniciou uma nova campanha no território francês em 1413, conseguindo, por meio da traição de Filipe, o bom, duque de Burgundy, conquistar o norte da França, inclusive Paris.

king-henry-v

Contudo, o ponto de virada da guerra aconteceu após a morte do rei louco da França e a ascenção de seu filho Charles VII ao trono. Em 1429 o exército inglês foi forçado a retirar seu cerco de Orleans começado um ano antes devido à intervenção da francesa Joana dArc, que posteriormente foi capturada, julgada e executada por heresia pelos ingleses. Seguidamente a este fato, Filipe, o bom, voltou para a França e desertou sua traição para os ingleses, restabelecendo o controle de Paris ao rei francês, que também organizou uma campanha retomando a Normandia e a Aquitânia em 1453.

Joan of Arc - Millais

Joana D’Arc

Muitos historiadores por muito consideraram a Guerra dos Cem Anos um marco no desenvolvimento da consciência nacional na Europa ocidental. Os ingleses, depois de muitos sucessos e frustrações, finalmente se consideraram livres de intervenções continentais, com seus monarcas se concentrando muito mais em um desenvolvimento interno da bretanha. O sucesso dificilmente conquistado pela casa de Valois assegurando a coroa francesa ajudou a construir a nacionalidade francesa e não um reino particionado, mas sim conjunto. De maneira geral, muito do que se conhece hoje como ambos os territórios é, no fim, resultado da Guerra dos Cem Anos.

Na nossa cultura pop, as referências à Guerra dos 100 anos aparecem vinculadas a alguns destes vários conflitos, e raras vezes tratando do período todo. Os destaques são uma peça de Shakespeare chamada Henrique VI que conta um pedaço dessa história, o filme Jeanne D’Arc de Luc Besson (1999) e, claro, o jogo Age of Empires II (clássico dos clássicos) que possui uma campanha da nossa querida Joana.

Esta é a 4ª edição de uma série especial sobre as 13 Maiores Guerras (Afinal eles lutaram por algum motivo, né?). Confira as edições anteriores nos links abaixo!

Na semana que vem: Napoleão!

 

 

Guilherme Rodrigues é Corinthiano, mas mesmo assim estudou no ensino superior e é professor de língua portuguesa e literatura, e ainda curte apreciar uma arte por aí. Escreve para o Clip13 toda terça.

Gostou e quer receber os próximos clippings?

Cadastre seu email em nosso Blog – http://www.clip13.wordpress.com

Curta nossa página no Facebook – facebook.com/cliptreze

Nos siga no Twitter – @Cliptreze

Ou mande um email para noticias.clip13@gmail.com !

O Clip13 é uma ferramenta para divulgar as notícias de forma rápida e divertida. Para maiores detalhes ou para conferir a fonte de cada notícia, basta clicar no título e você será redirecionado para a página original. Crédito das imagens: 12

Clipping 29/07 + Cultura

Quarta Feira – 29 de julho – Há 21 anos, morria Antônio Carlos Bernardes Gomes, mais conhecido como Mussum.

Fala galere!

Por conta de alguns imprevistos ontem, não conseguimos liberar o Clipping. Então, hoje postaremos a coluna do Gui que era pra ter saído ontem e a do Ian fica pra amanhã, beleza?

Bora pras notícias!

 

Discursos

Como está enfrentando uma popularidade mais baixa que as novelas de Helenas do Manoel Carlos, Dilma busca formas de se tornar mais pop.

-Da esquerda pra direita: Helena, Helena, Helena, Helena e Helena-

-Da esquerda pra direita: Helena, Helena, Helena, Helena e Helena-

Assim, a presidente lançou duas novidades nesta semana para tentar se aproximar dessa turminha descolada que habita as redes sociais. A primeira ferramenta é o portal Dialoga Brasil que permite aos xófens enviar sugestões para o governo. A segunda novidade é uma série de curtos vídeos que Dilma está publicando no Facebook (veja a página aqui). O primeiro deles já está no ar e nele, Dilma, com toda sua graça e simpatia, parabeniza os nossos atletas pelas conquistas do Pan. A grande vantagem desses vídeos é que o roteiro é feito pelo marketeiro de Dilma, João Santana, e podem ser regravados, editados, cortados e cancelados. Isso evita situações como a ocorrida ontem, quando Dilma, discursando ao vivo do Palácio do Planalto resolveu falar sobre criação de vagas no Pronatec Aprendiz e começou a discorrer acerca do tema “metas”. Como sou incapaz de explicar o teor de seu pensamento, reproduzo a fala de nossa presidente para que você mesmo avalie:

“Não vamos colocar meta. Vamos deixar a meta aberta mas, quando atingirmos a meta, vamos dobrar a meta” ROUSSEFF, Dilma.

Não entendeu? Veja o vídeo abaixo. Talvez ajude:

Omar Morreu

A principal agência de inteligência do Afeganistão informou hoje que Mohammad Omar, líder do grupo terrorista Taleban, morreu em 2013 em um hospital do Paquistão.

“Aeeeee! Um terrorista treta a menos! Uhuuul!”

Calma lá Voz do Além. Nada nesses países cabulosos do oriente médio é fácil e a morte de Omar pode significar, na verdade, uma complicação para o processo de paz na região.

“Você tá me tirando!”

Falando sério. O Afeganistão está se dedicando a conseguir um acordo de paz com o Taleban, mas a morte de Omar pode acabar fazendo o grupo se dividir, o que dificultaria ainda mais as negociações. Falando nisso, daqui a poucos dias começa mais uma rodada de negociações entre o governo afegão e o Taleban. Vamos torcer pro bagulho não desandar.

Windows

A Microsoft começou a liberar hoje a atualização gratuita para o Windows 10 (que voltou a ter a barra de “iniciar”!), seu novo sistema operacional. Para receber esta atualização, seu computador precisa preencher estes pré-requisitos. Caso preencha, é só aguardar algumas semanas que em um belo dia vai aparecer um balãozinho lá perto do relógio dizendo que o seu computador está pronto para o upgrade. Mas fique esperto, além das configurações da máquina serem aquelas do link, você também precisa estar utilizando uma versão válida do Windows 7, 8 ou 8.1. Se você ainda é um saudosista que usa o XP ou um masoquista que usa o Vista, vai precisar comprar uma licença (o preço ainda não foi divulgado no Braisl, mas, nos EUA, a versão Home custa 119 dólares).

“Ah mas eu uso Mac”.

Nossa, que bom pra você! Seu otário.

 

-E o lixinho ficou mais quadrado-

-E o lixinho ficou mais quadrado-

Datena

A notícia é curta e curiosa: José Luiz Datena, o Datena, acaba de anunciar sua pré-candidatura para concorrer ao cargo de prefeito da cidade de São Paulo pelo Partido Progressista (PP), o partido do dr. Paulo Maluf. Nos partidos políticos, os caras se anunciam como pré-candidatos para que os demais membros escolham quem será o candidato oficial durante as eleições. Como o PP não pretende ter mais nenhum pré-candidato, muitos já dão como certo que Datena será candidato em 2016. Je-sus.

-se depender do quesito "sensualidade", ele já ganhou-

-se depender do quesito “sensualidade”, ele já ganhou-

Cultura

Série especial – As 13 Maiores Guerras (afinal, eles lutaram por alguma coisa, né?)

por Guilherme Rodrigues

 

As cruzadas: os cristão e os mouros

A Idade Média na Europa é muitas vezes chamada de Idade das Trevas. Isso nos leva a pensar que durante essa época nada aconteceu e vivemos em um mundo negro dominado totalmente pela ignorância. Pense de novo, meu bem. A verdade é que, durante este período, muito aconteceu e nós devemos muito da nossa história ocidental à Idade Média, inclusive em questão da transmissão de textos antigos.

Um dos ocorridos mais famosos para nós descendentes dos ibéricos (Portugal e Espanha hoje) é o que se conhece como a Reconquista e a batalha contra os Mouros. O império mouro (que também são conhecidos hoje como os antigos muçulmanos) ficou renomado durante a Idade Média como uma força avassaladora, dominando todo o norte da África – conhecido hoje como a África Branca (e por isso boa parte é muçulmana) -, a Arábia e também parte da Europa em que se encaixa: Ásia Menor e, claro, a Península Ibérica (Portugal e Espanha).

-área conquistada pelos Mouros (muçulmanos)-

-área conquistada pelos Mouros (muçulmanos)-

A Reconquista foi um movimento liderado por forças de diversos feudos para retomar o domínio do território ibérico dos mouros. Não só isso, mas, quando a cidade de Toledo foi retomada em 1085 d.C., o papa Urbano II, que reconhecia seu domínio católico dos antigos ibéricos, pregou um sermão dez anos depois que muitos historiadores acreditam ter começado o que se conheceu como Cruzadas. Uma onda de campanhas militares de francos e ibéricos, então, foram instauradas contra os mouros, em última instância, para retomar a Terra Sagrada do controle mouro.

Cruzados chegando em Jerusalém - Domenico Paradisi - 1732-9

Cruzados chegando em Jerusalém – Domenico Paradisi – 1732-9

Consideradas por muitos divinas, as campanhas das Cruzadas envolviam batalhas sangrentas ao longo do caminho. O que se queria, supostamente, era acesso a um santuário associado à vida de Jesus Cristo, o Sepulcro Santo em uma igreja de Jerusalém. Neste lugar, aparentemente, o messias teria sido enterrado. Aos cruzados (como se chamava quem ia para as campanhas) era prometido glória eterna e expiação dos pecados quando chegassem e dominassem a Terra Santa.

Nas Primeiras Cruzadas, as campanhas chegaram a Jerusalém com a ajuda de cavaleiros do império Bizantino e também cristãos da Armênia, avançando pelo território da atual Turquia e Síria. O território foi, então, cercado e dominado em 1099 d.C., onde os cruzados estabeleceram igrejas e castelos leais à “Igreja de Roma.” Durante esta época de domínio latino, muitos artistas de diferentes tradições se encontravam na Terra Sagrada, o que faz que muitos achados arqueológicos demonstrem uma combinação da estética islâmica com a cristã.

cavaleiro medieval em ouro (século XIII)

cavaleiro medieval em ouro (século XIII)

Entre 1147 e 1149, porém, o abade francês Bernardo de Claraval liderou mais uma campanha para dominar Damasco na Síria. O que ficou conhecido como as Segundas Cruzadas foram um fracasso, pois os mouros tinha já se reagrupado. O líder muçulmano صلاح الدين يوسف بن أيوب (conhecido pelo cristãos como Saladino, se você não sabe ler árabe), nada feliz com o domínio da Terra Sagrada, avançou contra Jerusalém e os cristãos retomando a cidade em 1187. Acredita-se, ainda, que Saladino deixou o patriarca de Jerusalém sair da cidade com o tesouro da igreja, falando sobre sua benevolência.

Saladino e Guy de Lusignan após a batalha de Hattin - Said Tahsine - 1954

Saladino e Guy de Lusignan após a batalha de Hattin – Said Tahsine – 1954

Os cruzados ainda tentariam mais uma vez a retomada da Terra Sagrada, porém, conseguindo somente dominar o Chipre e uma cidade próxima de Jerusalém chamada Acre. Ao final destas Terceiras Cruzadas, Saladino permitiu que andarilhos e passantes acessassem a Terra Sagrada, inclusive também concedendo a volta dos judeus à cidade. As crônicas escritas na época falam de guerras travadas entre os francos (os católicos) e os muçulmanos enquanto o povo vivia em paz.

Enquanto o tempo avançava, os bizantinos ficavam cada vez mais em tensão contra os francos e as outras forças católicas. Durante as Quartas Cruzadas, então, os dois grupos entraram em conflitos, levando os cruzados (que iam para o Egito) a cercarem a cidade de Constantinopla (na Turquia) em 1202 d.C. para tomarem riquezas prometidas para eles.

Muitas outras Cruzadas aconteceram ainda durante o século XIII, mas as suas circunstâncias são remotas e pouco conhecidas. O que sabemos é que não é de hoje a batalha dos povos pela Terra Sagrada, e, talvez não acabe tão cedo.

No mundo do entretenimento, as referências mais recentes (e famosas) a todo o universo das cruzadas são o filme “Cruzada” de 2005 com Orlando Bloom no papel principal, e o primeiro jogo da série Assassins Creed, que se passa justamente nas cidades de Jerusalém, Acre e Damasco.

 05625b51e9624e1f90cc0199c9b25452

Esta é a 4ª edição de uma série especial sobre as 13 Maiores Guerras (Afinal eles lutaram por algum motivo, né?). Confira as edições anteriores nos links abaixo!

Na semana que vem: Guerra dos 100 anos!

 

 

Guilherme Rodrigues é Corinthiano, mas mesmo assim estudou no ensino superior e é professor de língua portuguesa e literatura, e ainda curte apreciar uma arte por aí. Escreve para o Clip13 toda terça.

 Momento Relax

ofensas-dilma

Gostou e quer receber os próximos clippings?

Cadastre seu email em nosso Blog – http://www.clip13.wordpress.com

Curta nossa página no Facebook – facebook.com/cliptreze

Nos siga no Twitter – @Cliptreze

Ou mande um email para noticias.clip13@gmail.com !

O Clip13 é uma ferramenta para divulgar as notícias de forma rápida e divertida. Para maiores detalhes ou para conferir a fonte de cada notícia, basta clicar no título e você será redirecionado para a página original. Crédito das imagens: 1, 2, 3, 4, 5

Clipping 21/07 + Cultura

Terça Feira – 21 de julho – Há 61 anos, J.R.R. Tolkien lançava o primeiro livro da triogia O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel. Há 18 anos, J.K Rowling lançava o primeiro livro da séria Harry Potter: A Pedra Filosofal. 10 anos depois, ela lançava o último livro da série: As Relíquias da Morte.

Veta ou não veta?

No Brasil, as leis aprovadas pelos deputados e senadores precisam passar pela análise e aprovação de Dilma (sanção presidencial) para que possam começar a valer. Da mesma forma, uma lei criada pelo presidente (medida provisória) precisa ser aprovada pelos deputados e senadores. É uma forma de um poder controlar o outro, ta ligado?

Agora, vocês se lembram que no final do mês passado os deputados aprovaram uns aumentos para os servidores do judiciário (galera que trabalha em cartórios, fóruns, tribunais, etc) que iam de 53% a 78,5%? Então. Dilma tem até hoje pra decidir se aprova ou veta o tal aumento. Como estamos em um período mega tenso de corte de despesas e estes reajustes representariam um gasto de R$ 25,7 bilhões em 4 anos, o Ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, disse que é provável que Dilma vete. Claro que os servidores, afim de ganhar uma grana, não param de fazer manifestações pela aprovação do aumento, alegando que estão com o mesmo salário desde 2006. Amanha contamos pra vocês se Dilma aprovou o reajuste ou não.

E agora José?

Vocês viram no nosso resumão da semana passada que o Eduardo Cunha, presidente da câmara dos deputados, deu um pití digno de Programa do Ratinho e, no meio do escândalo, disse que aprovaria a instauração de mais 4 CPIs, sendo uma delas para investigar o BNDES. O BNDES é o Banco Nacional do Desenvolvimento e tem o nobre objetivo de financiar com taxas melhores obras e empresas que favoreçam o crescimento do país. Embora o banco esteja atualmente fazendo uma campanha no rádio e TV com o foco de mostrar o quanto são transparentes, tem muita gente que acha que por ali rola muita sacanagem e, por isso, seria um prato cheio para uma operação de limpeza nos moldes da Lava Jato. Só que aí, de acordo com o Estadão, o governo acredita que a mera criação de uma CPI para investigar o BNDES já paralisaria a instituição, gerando um baita prejuízo para o país nesse momento crítico. Os caras avaliam, inclusive, que o impacto seria pior que o da Lava Jato (lembrando que tem muita obra parada no Brasil porque a Lava Jato botou no pau as mais importantes empreiteiras do país). Aí agora fica o grande dilema da semana: a gente deixa o BNDES na dele, funcionando, ainda que com possíveis podridões, ou faz uma investigação pé no peito pra limpar essas possíveis mutretas ao custo de mais um mega impacto na economia e desenvolvimento do país? O que vocês acham? Comentem aí!

Segura ai

Notícia repetida é chato né? Por isso que não ficamos aqui toda semana falando pra economizar água. Mas fiquem, espertos que o volume do Cantareira voltou a cair, indo a 19% de sua capacidade máxima. Ainda não estamos naquela situação mega crítica do começo do ano, mas lembrem que o verão já passou e se não segurarmos o reggae, vamos passar aperto de novo.

 

Velocidade Máxima

Se você faz parte da turma que esperneou ontem quando descobriu que a velocidade máxima das marginais de São Paulo foram diminuídas, tenha calma e esperança. Em entrevista à Rádio Estadão, o prefeito Fernando “Biker Boy” Haddad disse que a redução é um experimento para ver se a velocidade média das vias melhora (porque, supostamente, aconteceriam menos acidentes) e se menos pessoas morrem nos acidentes. Então, a ideia é daqui a um tempinho ver se estas estatísticas melhoraram e aí decidir se mantém a redução ou não.

Cultura

Série especial – As 13 Maiores Guerras (afinal, eles lutaram por alguma coisa, né?)

por Guilherme Rodrigues

 

Alexandre, o grande, e as campanhas na Pérsia

Pela antiguidade clássica, a imagem que temos da Grécia é aquela de um centro cultural de grandes produções artísticas e filosóficas. A cultura grega foi espalhada pela Eurásia e chegou até nós hoje guardada por diversos bibliotecários. Este legado que chegou até nós, resquícios dos séculos VIII até V a.C. do mundo grego, só foi transmitido por causa da intervenção específica de um império durante o século IV a.C.: aquele comandado por Alexandre da Macedônia.

Alexandre, o grande, como ficou conhecido na literatura, nasceu filho do rei Filipe II da Macedônia supostamente em julho de 356 a.C., em uma cidade que se chamava Pella. A história da vida de Alexandre e suas campanhas é uma das mais românticas que nos chegou até hoje. Ela nos foi transmitida por meio de diversas biografiasromantizadas e fragmentos que os acadêmicos chamam de romances de Alexandre. Estes textos fazem parte da tradição biográfica da antiguidade, que misturava fatos ficcionais/míticos com históricos, e, assim, temos durante a vida do rei da Macedônia, uma série de passagens repletas de mitologias.

Alexander_the_Great_mosaic

Mosaico de Alexandre (100 a.C. – Museu Nacional Arqueológico de Nápoles)

Sabe-se, porém, que Alexandre foi aluno de ninguém menos que o filósofo Aristóteles. Para os padrões gregos, a Macedônia durante a época de Filipe era consideradabárbara e rústica, logo, ser ensinado por Aristóteles significou muito para Alexandre: ele recebeu a grande cultura helênica da filosofia e da arte. Diz-se que o rapaz teria se encantado pela história da guerra de Troia e dormia com uma cópia da Ilíada, anotada por seu professor, debaixo do travesseiro.

Aristóteles ensinando Alexandre - J. L. G. Ferris, 1895

Aristóteles ensinando Alexandre – J. L. G. Ferris, 1895

Tendo como modelo o herói Aquiles, o melhor dos gregos, Alexandre integrou o exército macedônio com seu pai quando ainda era adolescente, ajudando a derrotar as forças atenienses e tebanas em 338 a.C.; a campanha formaria o que ficou conhecido como a Liga de Corinto. Após o assassinato de seu pai, Alexandre se tornaria rei e, como primeiro desafio, teria que manter a aliança das cidades-estado gregas. Alexandre conquistou o poder da Liga enviando suas tropas à Tessália e, pouco depois, destruiu a cidade de Tebas por causa de uma revolta contra sua liderança. Esta destruição fez até mesmo Demóstenes de Atenas reconhecer o poder de Alexandre e concordar em se aliar com o imperador.

Acreditando ser comparável a um deus, Alexandre seguiu a imagem de Aquiles, desejando se tornar eterno pelo nome, e assim, partiu para uma campanha na Ásia em 334a.C.. A batalha mais impressionante de Alexandre seria contra o rei Dario da Pérsia, em Isso, na atual Turquia. Perto de Troia, o rei da Macedônia conseguiu um feito digno da mitologia: com um exército bem menor, Alexandre derrotou Dario e logo se declarou rei da Pérsia.

Batalha de Isso, Jan Bruegel, 1602

Batalha de Isso, Jan Bruegel, 1602

A longa campanha ainda seguiria mais ao oriente, onde o imperador derrotaria o exército egípcio, o restante dos persas em Babilônia, Índia e outros. Depois de anos viajando e fundando as famosas cidades de Alexandria pela Ásia, Alexandre comandou a volta de suas tropas para a Macedônia, fazendo com que seus oficiais se casassem com mulheres nobres da Pérsia. O próprio rei também, enfim, sacramentou sua união com uma bárbara chamada de Roxana, supostamente para concretizar a união de seu domínio nas terras estrangeiras.

2000px-Mapa_de_Alejandrías-pt.svg

mapa2

Alexandre, o grande, morreu em Babilônia depois de contrair uma doença em 323 a.C. aos 32 anos. Sua morte até hoje é alvo de discussões: é possível que ele tenha sidoenvenenado por seus adversários duvidando de sua liderança (outros supõem, porém, que ele tenha pegado malária). De qualquer maneira, o panhelenismo levado pelo rei da Macedônia para a Pérsia e para o Egito seria determinante. Contudo, a morte de Alexandre de fato causou a fragmentação do império, em brigas pelo poder supremo.

O romantismo em volta da história de Alexandre, o grande, e a mitologia que o cerca o compara a figuras como Hércules, Aquiles e Odisseu. A sua proeza militar seria ainda alvo de cópia por grandes homens da história como Júlio César e Napoleão. Mas talvez o que mais devemos de Alexandre foi a propagação da cultura grega e das grandes bibliotecas criadas em seu império, a própria cultura que o consagrou eterno como seu herói de infância Aquiles.

 

Esta é a 3ª edição de uma série especial sobre as 13 Maiores Guerras (Afinal eles lutaram por algum motivo, né?). Confira as edições anteriores nos links abaixo!

Na semana que vem: As Cruzadas

 

1-      Guerra de Troia

2-    Termópilas – Os 300 de Esparta

 

Guilherme Rodrigues é Corinthiano, mas mesmo assim estudou no ensino superior e é professor de língua portuguesa e literatura, e ainda curte apreciar uma arte por aí. Escreve para o Clip13 toda terça.

 Momento Relax

FB_IMG_1436882271741

Gostou e quer receber os próximos clippings?

Cadastre seu email em nosso Blog – http://www.clip13.wordpress.com

Curta nossa página no Facebook – facebook.com/cliptreze

Nos siga no Twitter – @Cliptreze

Ou mande um email para noticias.clip13@gmail.com !

O Clip13 é uma ferramenta para divulgar as notícias de forma rápida e divertida. Para maiores detalhes ou para conferir a fonte de cada notícia, basta clicar no título e você será redirecionado para a página original. Crédito das imagens: 123

Clipping 07/07 + Cultura

Terça Feira – 7 de julho – Richard Starkey, mais conhecido como Ringo Starr, baterista dos Beatles, assopra 75 velinhas.

-E é ele que canta Yellow Submarine, sabia?-

-E é ele que canta Yellow Submarine, sabia?-

Encontro, com Rousseff

Ontem contamos que depois da convenção do PSDB, Dilma percebeu que as conversas sobre a interrupção de seu mandato voltaram à tona e, por isso, chamou todos os seus friends pra uma conversa. Neste encontro, ela tomou duas providências. A primeira, para dar uma despressurizada, foi pedir para que seus brothers não votem nesta semana o projeto que muda a correção do FGTS (falaremos disso quando rolar a votação). A segunda, mais ligada às movimentações para lhe tirarem do poder, foi montar um pequeno time para conduzir essa questão delicada da análise das pedaladas fiscais no Tribunal de Contas da União (TCU). Assim, para representar a linha de frente de defesa do governo, foram escalados o ministro do planejamento, Nelson Barbosa, e o advogado geral da união, Luís Inácio Adams.

Eu não vou, eu não vou!

E o que ela fez logo depois dessa reunião? Foi dar uma entrevista para a Folha para mostrar o quanto estava segura. Na entrevista (que pode ser vista na íntegra aqui), Dilma oscilou entre suas três velocidades básicas: arrogante, sobrevivente da ditadura e pseudo-desencanada.  Com esses espíritos, garantiu diversas vezes de diversas formas que não sairá do cargo, classificando como golpista os movimentos da oposição que querem destroná-la, afirmando: “eu não vou cair. Isso é moleza, é luta política.”. Para completar, desafiou qualquer um a provar que ela “pegou um tostão” de corrupção. Aproveitou para reafirmar sua posição de desprezo para com delatores e disse que o PMDB é ótimo. No fim, a mensagem que passou é que está tranquila, mesmo com as situações política e econômica do jeito que estão.

Programa de Proteção ao Emprego

Lembram há uns dias quando dissemos que a proposta da Mercedes de reduzir a jornada de trabalho e o salário de seus funcionários era mais uma prova da baita crise que o setor está passando? Então. Tanto isso era verdade que Dilma acaba de soltar uma Medida Provisória (MP 680) que permite justamente a redução de salário e jornada de trabalho em até 30% para trabalhadores de setores em crise por até um ano, desde que se garanta a estabilidade de emprego desse pessoal no mesmo período. É óbvio que esta medida tem como grande objetivo dar um help o setor de automóveis que, como já dissemos várias vezes por aqui, está passando por um período de crise cabuloso. Agora vamos para alguns detalhes:

1- A medida se estende para qualquer setor em crise, não apenas automóveis.

2- Para a empresa poder aplicar esta redução, é preciso que os trabalhadores (em sua maioria) que serão afetados aceitem a proposta.

3- Na realidade, embora a lei preveja uma redução de salário na proporção da redução de jornada, o salário recebido pelo trabalhador será reduzido só pela metade porque a outra metade será bancada pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Para explicar: Manolo ganha 2 mil. Se aderir a redução de 30%, vai trabalhar 30% a menos e a empresa de Manolo pagará 30% a menos para ele, porém, Manolo receberá apenas 15% a menos, já que os outros 15% serão bancados pelo FAT. Entendeu?

4- O salário recebido com a redução não poderá ser inferior ao salário mínimo, que atualmente está em R$ 788,00.

-UFA! O Speed Racer não vai mais precisar demitir seu pai-

-UFA! O Speed Racer não vai mais precisar demitir seu pai-

Execução

Se você olha a foto abaixo, acha que estamos falando de que?

1436278821060

É óbvio que se trata de mais um daqueles horrorosos vídeos de execuções do Estado Islâmico, né?

É. Só que não. Esse vídeo foi gravado por seis gênios sem noção funcionários do banco HSBC de Londres como parte de uma atividade para incentivar trabalho em equipe. Precisa falar que o bagulho foi de extremo mau gosto? Isso me fez lembrar de um filme chamado O Abutre (tem no Netflix (título original: Nightcrawler)) que mostra como o discurso de empresas pode ser usado para justificar os atos de um psicopata. Mas esses caras conseguiram ir além! E sabe o que eles ganharam? Um belo e merecido pé na bunda.

Cultura

Série especial – As 13 Maiores Guerras (afinal, eles lutaram por alguma coisa, né?)

por Guilherme Rodrigues

 

Batalha das Termópilas e a guerra contra os Persas

Em especial, há dois grandes historiadores da Grécia, um dórico e outro jônio, Heródoto e Tucídides. Este último narrou em seus famosos oito livros a Guerra do Peloponeso, protagonizada por atenienses e espartanos, mas é o primeiro que narra uma das mais famosas batalhas da Grécia.

Heródoto nos narra que nos fins do séc. VI a.C., o império Persa começou um pequeno conflito contra algumas cidades-estado (as famosas póleis gregas) do território helênico devido a uma revolta de jônios no território persa supostamente encorajada por atenienses. O então rei persa, Dario, enviou emissários pedindo presentes e desculpas por parte dos gregos, porém não encontraram o que queriam. Os mensageiros de Dario foram julgados e executados em Atenas e, em Esparta, jogados ao fundo de um poço para a morte.

Entre todas as batalhas famosas entre gregos e persas, a mais delas que nos chegou através da cultura-pop é a batalha das Termópilas. Após a morte de seu pai Dario, Xerxes assume o comando do exército persa e consegue angariar um grande número de soldados para a invasão do território grego. O feito deveria ser por terra, já que os atenienses, liderados por Temístocles, construíram uma frota imensa de trirremes (barcos de guerra) impedindo o avanço persa pelo mar Egeu; desta maneira que as outras cidades-estado gregas ficaram com o duro trabalho de parar o exército de Xerxes.

battle_thermopylae

-Onde rolou a batalha-

-Localizou?-

-Localizou?-

Os espartanos (lacedemônios, como eram chamados por Heródoto), coríntios, micênios foram liderados pelo rei Leônidas de Esparta com a missão de barrar um pequeno estreito que levava ao sul da Grécia (Beócia e Ática), a famosa passagem das Termópilas. Segundo a estratégia de Temístocles de Atenas, o menor número de gregos poderia parar o exército muito maior de persas.

Apesar disso, os espartanos estavam em um momento de celebração dupla, de festivais da cidade e também de jogos olímpicos, o que tornava as atividades militares suspensas por lei. Heródoto inclusive narra uma famosa profecia de que: “fossem os lacedemônios para a guerra, ou seriam saqueados pelos filhos de Perseu ou todos na terra da Lacônia chorariam a morte de um rei, descendente do grande Héracles”. Assim, Leônidas partir para a batalha certo de que morreria (pela profecia) e conseguindo angariar somente 300 homens de sua guarda.

Leônidas e Termópilas por Jacques-Louis David

-Leônidas e Termópilas por Jacques-Louis David-

Em caminho para Termópilas, o exército de Esparta foi reforçado e chegou no estreito com um contingente de aproximadamente sete mil homens, dividido em dois para prevenir os persas de desviar por uma pequena passagem mais ao leste. Plutarco e Heródoto, os dois historiadores da batalha nos narram que, durante o conselho antes da batalha, Leônidas foi advertido pelos fócios que “por causa das flechas dos bárbaros, é impossível ver o sol”, o que foi respondido por uma das frases mais famosas do rei:“Não seria bom, então, ter sombra onde batalhamos contra eles?”.

Foi antes do começo da batalha que Xerxes tentou um acordo com os gregos, recusado por Leônidas. Não se sabe exatamente quantos persas haviam por lá (estudiosos supõe um número entre 70 e 300 mil), mas, apesar de muito maior em número, conseguiram derrotar os gregos somente depois de três dias, e supostamente, por intervenção de um traidor trácio. Supostamente muitos gregos recuaram, mas apenas os 300 espartanos, 700 téspios e 400 tebanos todos morreram segurando o exército persa, já que eles eram“superiores em valor e no tamanho de seus escudos”.

Leônidas foi morto, decaptado e crucificado por Xerxes em sua ira. Os persas ainda avançaram na Beócia, mas foram derrotados por Temístocles na batalha de Salâmis. Apesar da derrota nas Termópilas, os gregos nunca esqueceram os espartanos, imortalizados em um epitáfio escrito por Simônides escrito em uma pedra onde morreram:

“Ó estrangeiro, avisa os lacedemônios que aqui

jazemos, às ordens obedecendo.”

944_simonides_monument_to_spartans

Esta é a 2ª edição de uma série especial sobre as 13 Maiores Guerras (Afinal eles lutaram por algum motivo, né?). Confira as edições anteriores nos links abaixo!

Na semana que vem: As Conquistas de Alexandre, o Grande

 

1- Guerra de Troia

 

Guilherme Rodrigues é Corinthiano, mas mesmo assim estudou no ensino superior e é professor de língua portuguesa e literatura, e ainda curte apreciar uma arte por aí. Escreve para o Clip13 toda terça.

 Momento Relax

Dedicado ao nosso querido Diogo Brandão

FLAMENGO-RECEBE-VISITAS

Gostou e quer receber os próximos clippings?

Cadastre seu email em nosso Blog – http://www.clip13.wordpress.com

Curta nossa página no Facebook – facebook.com/cliptreze

Nos siga no Twitter – @Cliptreze

Ou mande um email para noticias.clip13@gmail.com !

O Clip13 é uma ferramenta para divulgar as notícias de forma rápida e divertida. Para maiores detalhes ou para conferir a fonte de cada notícia, basta clicar no título e você será redirecionado para a página original. Crédito das imagens: 1, 2, 3